TRANSPORTE PÚBLICO

Pandemia adia a entrega do BRT

Obras ficarão prontas somente em setembro e não mais em junho, conforme a previsão inicial

Henrique Hein
14/06/2020 às 10:21.
Atualizado em 29/03/2022 às 08:25
O atraso na entrega de equipamentos por parte de fornecedores prejudicou o andamento das obras (Wagner Souza/AAN)

O atraso na entrega de equipamentos por parte de fornecedores prejudicou o andamento das obras (Wagner Souza/AAN)

A entrega das obras do BRT (Bus </IP>Rapid Transit, transporte rápido por ônibus), que estava prevista para acontecer em junho, foi adiada para setembro. A informação foi confirmada na semana passada pelo secretário de Transporte e presidente da Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas (Emdec), Carlos José Barreiro. Segundo ele, a pandemia causada pelo novo coronavírus foi o grande responsável pelo adiamento. “Nós tivemos problemas com fornecedores que atrasaram a entrega de alguns equipamentos. Também tivemos que readequar a maneira de trabalho dos funcionários por causa da pandemia”, disse. O secretário também detalhou como está o andamento de cada ponto da obra. Segundo ele, cerca de 90% do pavimento de concreto por onde passarão os ônibus está pronto. Os outros 10% seguem em fase final de execução. As obras também estão focadas na fase da viabilização das estações. “Praticamente todas elas estão em estágio de montagem e algumas em fase de acabamento”, explicou Barreiro. Um dos problemas, no entanto, são os terminais, já que alguns estão praticamente prontos e outros podem demorar até três meses para serem concluídos. São os casos dos terminais dos distritos do Campo Grande e Ouro Verde. Outro ponto que preocupa são as pontes e viadutos. Serão 18 no total, mas duas ainda vão começar a ser construídas, segundo o secretário. É o caso do viaduto que vai passar por cima da Rodovia dos Bandeirantes e do viaduto que passará pela linha férrea do Ouro Verde. Ao todo, a obra do BRT envolve a construção de três corredores exclusivos de ônibus: Campo Grande, Ouro Verde e Perimetral. Serão 36,6 quilômetros de corredores, 18 pontes e viadutos, 37 estações, além de seis terminais. O Corredor Campo Grande terá 17,9km de extensão, saindo da região central, ao lado do Terminal Mercado, seguindo pela Avenida John Boyd Dunlop, passando pelo Terminal Campo Grande até chegar ao Terminal Itajaí. Já o Corredor Ouro Verde possuirá 14,6km de extensão. Os ônibus sairão da região central em direção às avenidas João Jorge, Amoreiras, Ruy Rodriguez e Vila Aurocan até chegarem ao Terminal Vida Nova. Entre os dois corredores haverá o Corredor Perimetral, que terá 4,1km de extensão e será responsável por ligar a Vila Aurocan até o Jardim Campos Elíseos, seguindo pelo leito desativado do VLT. Segundo a Emdec, cerca de 450 mil pessoas serão beneficiadas quando tudo ficar pronto. As obras começaram em 2018 e têm um custo estimado de R$ 451,5 milhões. “É uma obra trabalhosa e que vamos entregar em tempo recorde. Vai ficar espetacular”, garantiu Barreiro.

Assuntos Relacionados
Compartilhar
Correio Popular© Copyright 2026Todos os direitos reservados.
Distribuído por
Publicado no
Desenvolvido por