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Pandemia obriga lojas a encerrarem atividades

Com as atividades suspensas por mais de dois meses em decorrência da quarentena imposta pela pandemia, pelo menos 50 lojas já pediram fechamento

Daniel de Camargo
05/06/2020 às 10:06.
Atualizado em 29/03/2022 às 10:16

Com as atividades suspensas por mais de dois meses em decorrência da quarentena imposta pela pandemia da Covid-19, pelo menos 50 lojas instaladas em um dos oito grandes shoppings centers de Campinas já pediram fechamento. Os números são de um levantamento realizado pela Comissão de Shoppings Centers da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) de Campinas. Segundo o presidente desse comitê, o advogado Gustavo Maggioni, fora os prejuízos e demissões de funcionários, os empresários têm enfrentando também os altos valores cobrados como multa pelas administrações para o encerramento dos contratos. Em muitos casos, destaca, a quantia é mais de dez vezes superior às cifras do aluguel. O jurista recomenda que o lojista procure o shopping para fazer um acordo e solicite a isenção da multa, uma vez que a rescisão do contrato está se dando por fato extraordinário, que obrigou o fechamento temporário dos estabelecimentos. De acordo com o advogado, a tendência é que haja um aumento do número de operações fechadas nas próximas semanas. O plano de reabertura dos shoppings aprovado pelo governador do Estado de São Paulo, João Doria (PSDB), estabelece que as praças de alimentação devem permanecer fechadas. Maggioni considera que a determinação vai agravar a crise dos lojistas ligados ao setor de alimentação. Analisa também que o movimento de vendas tende a continuar fraco, mesmo com a reabertura de parte das operações, com a flexibilização da quarentena, que terá início na próxima segunda-feira, em Campinas. “Hoje, as lojas que estão autorizadas a funcionar estão tendo menos de 30% de faturamento e este percentual não é suficiente para cobrir os custos de locação e despesas com funcionários”, explica. Na avaliação do advogado, o cenário para as empresas que funcionam nos shoppings é bastante preocupante a curto e médio prazo. Tudo leva a crer, frisa, que ocorrerá um aumento considerável de encerramento de operações nas próximas semanas. “Estamos fazendo um levantamento mais completo dos impactos em toda a região de Campinas”, antecipa Maggioni. Protocolo A Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce) divulgou um protocolo no fim de maio, com medidas de segurança contra o novo coronavírus, visando à reabertura dos quase 600 centros de compras espalhados pelo Brasil. O documento é composto por ações destinadas a um reforço na higienização, além de um procedimento minucioso para garantir a saúde de clientes e colaboradores. A entidade informou que, na oportunidade, que os tópicos foram criados a partir de experiências internacionais, boas práticas de outros setores e também de recomendações de especialistas da saúde. Entre as providências, a Abrasce orienta a testagem prévia de todos os funcionários e lojistas e o controle de acesso aos elevadores, com limitação de passageiros, por exemplo.

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