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Paulínia inicia demolição da ponte

A Prefeitura de Paulínia deu início ontem à demolição da ponte da Rhodia. A estrutura fica sobre o Ribeirão Anhumas e está interditada desde 2014

Alenita Ramirez
10/10/2018 às 07:44.
Atualizado em 06/04/2022 às 17:07

A Prefeitura de Paulínia deu início ontem à demolição da ponte da Rhodia. A estrutura fica sobre o Ribeirão Anhumas e está interditada desde 2014, após um laudo técnico apontar a existência de problemas estruturais no local. A via é uma das principais ligações entre o distrito de Barão Geraldo, em Campinas, e a cidade de Paulínia. Um levantamento viário do local feito há cinco anos apontou que por lá passavam cerca de 4 mil veículos por dia. Serão construídas duas pontes, com sentidos opostos. O prazo máximo para conclusão da obra é estimado pelas autoridades em oito meses. A demolição está dividida em três etapas que serão feitas por remoção de placas de concreto. Nesta primeira fase, é retirada a calçada, por onde passava os pedestres. Toda a remoção, segundo o secretário de Obras e Serviços Públicos de Paulínia, Valdir Terrazan, será feita por içamento, já que não pode cair concreto ou qualquer entulho no rio. Em um primeiro momento são cortadas placas de cinco a seis metros de cumprimento, que pesam entre 3 e 5 toneladas. Para o serviço é utilizado um guindaste que veio de São Paulo, com capacidade para 70 toneladas. “Os blocos são colocados ao lado, para depois serem levados para um aterro de inertes”, disse Terrazan. Na segunda etapa será feita a remoção do piso da ponte e será utilizado um outro tipo de guindaste, com capacidade para 500 toneladas. Na última semana, a Prefeitura deu início aos procedimentos para demolição, com a retirada da capa asfáltica da ponte. Ao todo serão usados três tipos de guindaste, sendo na última etapa um com capacidade de 200 toneladas. “Em 15 dias, se tudo correr bem, finalizaremos essa fase de remoção e então já iniciamos a obra de construção”, frisou o prefeito Dixon Carvalho (PP). Segundo dados do projeto, que será executado por R$ 5.968.050,35 pela Etama Contrutora Ltda., após a demolição, serão construídas duas novas pontes: uma no sentido Campinas/Paulínia e outra, sentido Paulínia/Campinas, ambas com 59 metros de extensão e 14 metros de largura, com ciclovia e passagem de pedestre. “Essa ponte não só vai ajudar no trânsito local. É uma alternativa viária para motoristas que vão para Cosmópolis, Artur Nogueira e Conchal e solução viária, pois vai deixar de criar gargalos nos bairros Betel, em Paulínia, Jardim do Sol, Solar de Campinas e Terras de Barão, em Campinas. Essa ponte será um atalho benéfico para a expansão industrial e logística”, disse Terrazan, frisando que os motoristas que estão na rodovia, não devem deixar as pistas para usarem esse atalho. Por se tratar de ponte instalada no limite entre os municípios de Paulínia e Campinas, as prefeituras firmaram um Termo de Cooperação, que pontua as obrigações de cada cidade. Enquanto Paulínia é responsável pelo pagamento e execução das obras, Campinas tem como obrigação a retirada, transporte e destinação final do material remanescente da demolição, apoio e fornecimento de transporte para o material de aterro, a apresentação dos planos de mitigação e recuperação ambiental que visem reverter danos aos impactos ambientais, mantendo a área em perfeito estado. Na compensação ambiental, serão necessários o replantio de 1,2 mil árvores. De entulho, serão removidas 350 mil toneladas.

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