HIGIENE

Pequeno comércio se adapta à crise

Para enfrentar a ameaça da Covid-19, estabelecimentos mudam a forma de se relacionar com clientes

Gustavo Magnusson
29/03/2020 às 10:20.
Atualizado em 29/03/2022 às 19:40

Diante da atual crise do coronavírus, pequenos estabelecimentos da cidade de Campinas estão promovendo adaptações em seus espaços físicos e alterando a maneira de se relacionar com os clientes para enfrentar a ameaça de contaminação da Covid-19. No Mercado Princesa, localizado no bairro Vila Lemos, o proprietário Altair Dias instalou um lavatório com sabonete antisséptico e toalha para que os clientes possam higienizar as mãos ao chegar e deixar o local. "Instalamos a pia na última terça-feira e está sendo muito útil, só temos recebido elogios. Colocamos também algumas placas na entrada orientando os clientes", explica. O investimento total para a medida de prevenção foi de cerca de aproximadamente R$ 500,00. "Todos os operadores de caixa estão usando máscaras e também há demarcações no chão que servem para distanciar os clientes. Estamos com uma pessoa específica para higienizar os carrinhos e cestas a cada 15, 20 minutos. De todas as mercadorias, somente o álcool gel estava em falta, mas agora chegou uma pequena remessa e estou limitando a compra de apenas um por cliente", completa Altair. Segundo ele, desde o início da semana passada a mercearia registrou um aumento de 50% no movimento. Além disso, o estabelecimento não está conseguindo atender a demanda de entregas a domicílio. "Normalmente faço entre 30 e 40 entregas no dia, mas agora até tirei o telefone do gancho", disse. Outro estabelecimento na cidade que também adota medidas para evitar a contaminação é a mercearia Irmãos Paola, no Jardim Chapadão. Lá, o horário de atendimento foi reduzido e está funcionando de segunda a sexta-feira, das 7h às 18h, e aos sábados, das 7h às 12h30. Segundo comunicado enviado aos clientes, encomendas de legumes, frutas e verduras podem ser feitas um dia antes da feira. Outra recomendação é portar sacola reciclável para evitar levar uma contaminada para casa, além de evitar encostar no balcão e usar moedas. Os balcões, geladeiras e a máquina de cartão são esterilizadas após a saída de cada cliente. "Não estou expondo os produtos para não ter contato com mão não-higienizada. Se a situação se agravar, o que a gente espera que não aconteça, vamos trabalhar de portas fechadas fazendo entregas para que as pessoas não precisem vir até a merceria. Neste momento, orientamos para que os pedidos sejam feitos por whatsapp para evitar aglomeração de pessoas", explica Ana Paula Rodrigues Marques, proprietária do estabelecimento. Na área de saúde, a clínica veterinária Pet Affetto, também situada no Jardim Chapadão, é outro estabelecimento que está tomando medidas de precaução à Covid-19. O consultório, que atendia das 8h às 18h, agora realiza consultas até apenas às 14h. "Reduzimos o horário de atendimento da clínica e estamos realizando a total desinfecção do ambiente com amônio quaternário, desde cadeiras e bancadas até maçaneta de portas", explica a médica veterinária Dayse Torres. Embora não haja evidências que animais estejam sujeitos a contrair ou transmitir o coronavírus, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), cachorros, gatos e outros animas de estimação podem ser o foco transmissor da doença se o dono tossir em cima do pêlo, por exemplo, conforme explica a veterinária.

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