A Polícia Civil de Campinas identificou mais dois suspeitos de participar do latrocínio contra o motorista de aplicativo Uber, Amarilso Suffi
A Polícia Civil de Campinas identificou mais dois suspeitos de participar do latrocínio, roubo seguido de morte, contra o motorista de aplicativo Uber, Amarilso Suffi, de 52 anos, em agosto do ano passado. Daniel Moreira dos Santos, de 22 anos, vulgo Xanon, e Gustavo Marcos Cardoso Rodrigues, de 18 anos, vulgo Tiago, foram identificados por policiais da Delegacia de Investigações Gerais (DIG), após análise de celulares apreendidos, depoimentos de testemunhas e cadastro de telefones. Xanon estava com a arma e atirou contra a vítima. Eles tiveram prisão temporária de 30 dias decretada, mas o delegado titular da DIG, José Carlos Fernandes vai pedir a preventiva. “Como já tínhamos fechado o inquérito com a prisão dos outros dois suspeitos, reabrimos um novo inquérito para relatar à Justiça esses outros dois que foram identificados”, contou Fernandes. Os comparsas, Danilo Rodrigues Albuquerque, o Zidani, e Edson Andrade da Silva, vulgo Edinho, foram presos dois dias após o crime e foram condenados a 23 anos de prisão por participação no latrocínio. Na época da identificação dos dois, os policiais conseguiram apenas os apelidos de Santos e de Rodrigues. “Xanon é apontado como o mais ruim do grupo. Ele quem estava armado e os comparsas o temiam”, disse o delegado assistente, Roney de Carvalho Barbosa Lima. O crime O crime aconteceu na noite do dia 5 de agosto de 2018. Amarildo Suffi foi acionado por um grupo de amigos que estava em uma pensão na região da rodoviária. Eles iriam a um baile funk no bairro São Judas Tadeu, no distrito do Ouro Verde. Zidani quem pediu a corrida, usando o celular da namorada. O grupo anunciou assalto no momento em que o motorista do Uber havia sacado um pacote com dinheiro, cerca de R$ 170, para pegar troco. O corpo de Suffi foi encontrado na manhã do dia seguinte, no bairro São Judas Tadeu, enquanto seu carro foi abandonado no bairro vizinho Satélite Íris 3. Zidani e Edinho foram presos pela Guarda Municipal (GM) dois dias após, durante uma abordagem de rotina. A GM foi chamada para uma ocorrência de lesão corporal mútua entre dois homens numa pensão no Centro da cidade. Durante a troca de agressões, um deles acusou o outro de ter participado do crime. Eles foram levados para a DIG e lá confessaram o crime.