Mais bem avaliado gestor da RMC, Franklin Duarte de Lima reduziu tarifas de ônibus e demitiu médico que faltava a plantões

Segundo Franklin, Valinhos é uma das cidades mais fáceis para se abrir uma empresa (Alessandro Torres)
Encerrando o primeiro ano de sua gestão como um dos chefes do Executivo mais bem avaliados da Região Metropolitana de Campinas (RMC), Franklin Duarte de Lima (PL), prefeito de Valinhos, chegou ao cargo aos 41 anos, depois de ter exercido dois mandatos como vereador, inclusive tendo exercido a presidência da Câmara. Ao tomar posse, chamou a atenção por iniciativas como demitir um médico que não comparecia aos plantões e cancelar o processo de privatização do Departamento de Água e Esgoto de Valinhos (DAEV), iniciado por sua antecessora no cargo.
“Eu sou contra a venda. Eu me posicionei contra a venda do DAEV na Câmara e obviamente que dentro da Prefeitura eu tenho o mesmo comportamento”, afirmou o prefeito nessa entrevista exclusiva, concedida a convite do presidente executivo do Correio Popular, Ítalo Hamilton Barioni. O prefeito de Valinhos também abordou temas relevantes, como a decisão de reduzir a tarifa do transporte coletivo da cidade de R$ 4,70 para R$ 3,70 e adotar a gratuidades aos finais de semana e feriados e a manutenção do pagamento do adicional por risco de morte aos guardas municipais.
O senhor está em seu primeiro ano de mandato é já é uma dos prefeitos mais bem avaliados da Região Metropolitana de Campinas. Como explica esse resultado?
Depois de passar pela fase muito difícil que foi a própria eleição, ao assumirmos a Prefeitura, ao longo desses 11 meses, nós conseguimos colocar em prática tudo aquilo que tínhamos no nosso coração. É isso que deixa a população satisfeita. Havia uma vontade de mudança. E na administração pública, para você fazer uma mudança, as vezes ela demora muito. E nós conseguimos fazer algumas mudanças muito rápido. Como exemplo podemos citar o caso da Farmácia do Povo, que em 90 dias já estava em uma nova sede.
Poderia fazer um balanço das principais realizações desse primeiro ano de mandato? E o que o senhor considera que ainda tem ainda como desafios para os próximos três anos?
Uma das coisas que nós fizemos foi revisar todos os contratos. Ao final de 2025, teremos cortado quase R$ 100 milhões em contratos, em alguns casos supostamente superfaturados, outros que eu estamos dando mais eficiência, fazendo mais com menos e cortando alguns outros contratos que não entregavam serviço para a municipalidade. A gente vai fechar a cidade no azul, enquanto muitas cidades estão fechando no vermelho. Nós estamos com todos os pagamentos, desde folha de pagamento a pagamentos com fornecedores, em dia. E mesmo com esses cortes, nós fizemos a entrega da Farmácia do Povo, por exemplo. Nós unimos o serviço de farmácia do SUS, de remédios fornecidos por mandato judicial, e também da farmácia de alto custo, tudo no mesmo lugar, ao lado da Rodoviária, facilitando a vida das pessoas, em um grande espaço, com ar-condicionado Além disso, eu abri a Rodoviária por mais duas horas. Então, as pessoas podem sair da Rodoviária, pegar o seu remédio e voltar sem precisar pagar outra passagem. Também reduzi a passagem de R$ 4,70 para R$ 3,70 e coloquei gratuidade aos domingos, aos feriados e gratuidade para algumas parcelas da população. Por exemplo, pessoas com PCD ou autistas e também idosos de 60 a 65 anos. Também entregamos um estacionamento no centro de Valinhos, com quase 300 vagas, denominado Estacionamento do Povo. As pessoas podem colocar o carro sem pagar um centavo. Também fizemos uma limpeza geral no Centro de Valinhos, enterrando os fios em parceria com a CPFL. Nós também valorizamos o servidor público municipal, que teve, em cinco meses da minha gestão, aumento real, coisa que não se tinha há décadas. Nós também introduzimos o valerefeição para o servidor, que também é histórico. Conseguimos fazer um trabalho muito importante também na zeladoria. A cidade está com mato cortado, não tem a quantidade de mato e buraco que teve nos últimos anos. Hoje Valinhos é uma das cidades mais fáceis para se abrir uma empresa. Em dois dias, ou até menos, nós abrimos uma empresa. Trouxemos o Poupatempo para dentro da Prefeitura em dez meses e integralizamos os serviços municipais com os serviços estaduais. Aliás, nós somos uma das primeiras prefeituras do Estado de São Paulo a abrir aos sábados. E por último, mas não menos importante, nós mudamos a saúde de Valinhos. Eu faço o controle diário com relação ao tempo médio de atendimento e a própria UPA, que quando eu era vereador demorava de oito a doze horas para ter atendimento, nós temos um tempo médio de uma a uma hora e meia de espera. E quando a gente tem picos, aumentamos a quantidade de médicos para diminuir esse tempo médio de atendimento. Em 2026, vamos contratar mais profissionais e vou trabalhar a rede primária das unidades básicas de saúde. E para isso eu já estou construindo duas unidades básicas de saúde, uma está em 40% de construção, a outra em 20%.
Um caso que se tornou emblemático de seu início de gestão foi a demissão de um médico acusado de não comparecer ao trabalho. Como é que você deu esse fato?
Olha, esse fato, ele correu o Brasil. Foi quando eu demiti um suposto médico fantasma que respondia no Ministério Público, que tinha uma sindicância aberta na prefeitura, mas ninguém tinha tomado providência. Eu disse que esse médico não trabalharia na minha gestão e que a minha equipe, que é a gestora de saúde, não iria mais convocar esse médico. Para minha surpresa, ele apareceu sem ter sido convocado e eu fui pesso almente para demitir esse médico e dizer que a partir da minha gestão isso não aconteceria mais. Agora, a sindicância da prefeitura foi finalizada e se apurou um rombo que eles deram na saúde, porque eles diziam que dava plantões, recebia pelos plantões e nunca apareceram. Eu não tenho compromisso com o erro, do mesmo jeito que o médico, aquela época que o suposto médico fantasma foi mandado embora por mim, hoje a própria prefeitura, o próprio município confirma que não se tratava de um suposto médico fantasma e sim de um verdadeiro médico fantasma. E mais, a prefeitura tem feito uma apuração que pode ser que haja outros médicos envolvidos. Porque nós estamos em 2025 e eu acredito que esse tipo de situação não deveria mais fazer parte do nosso cotidiano, e se fizer não deve ser corroborada por nenhuma autoridade, seja prefeito, seja governador, seja presidente, quando descobrir, tem que tomar atitude. Porque quem paga por isso é o povo. E pior, quem é punido por isso é o povo lá na ponta, que mais precisa. As pessoas precisam de médicos, de prefeitos, de vereadores e de secretários, de qualquer autoridade que seja constituída pelo povo ou pela sua profissão, que tenha compromisso com as pessoas e com o seu compromisso de vida profissional. Infelizmente, esse médico não representa os verdadeiros médicos que nós temos em Valinhos que cuidam da população. Eu diria que essa é uma atitude isolada, não pode ser condenatória para todos os demais que prestam um excelente trabalho.
O IDH de Valinhos é considerado muito alto. Pesquisas mostram que é a 5ª melhor cidade para se viver no estado, a 12ª no país. Claro que isso é muito bom, mas se imagina que o cidadão de Valinhos seja muito exigente também por conta disso. Qual é o desafio de governar uma cidade com esse perfil?
Cada vez melhorar mais, andar para a frente e não andar para trás. Mas veja, quando você olha esse índice, ele é maravilhoso. Mas quando a gente vai para o índice da educação, por exemplo, o índice da educação está muito ruim nos últimos anos. Se você pegar as últimas décadas e você fizer uma comparação, ele tem decaído. Por quê? Porque é o reflexo da má gestão dos governos anteriores. É por isso que ligo o sinal de alerta. Então, ao passo que a gente tem índices ótimos, a gente também tem índices ruins, que precisam ser melhorados. Esses índices ótimos que temos, a gente deve a uma cidade que se construiu ao longo dos últimos 50 anos. Por exemplo, quando a gente pega, por exemplo, o Tratado do Saneamento, aquilo que está pactuado por saneamento para 2032, Valinhos já faz desde 1970, quando criou o Departamento de Águas e Esgotos (DAEV), que a gente já tem, por exemplo, 95% de água tratada, 100% na zona urbana. Então, a gente tem índice, por exemplo, construído ao longo dos anos 70, 80, 90 e 2000, que eleva Valinhos às melhores cidades do Brasil. Mas nós temos índices nas últimas gestões que nos colocam lá embaixo. E o povo sente isso. Quer ver outro exemplo disso? Valinhos hoje tem problemas de enchente. Nenhum dos governos anteriores mais recentes trabalhou, por exemplo, em um plano de macrodrenagem. E se a gente não cuidar agora, em 20 anos viraremos uma cidade pequena com todos os problemas de uma cidade grande. No trânsito, na segurança, na enchente, na questão habitacional, no morador em situação de rua. O valinhense é uma pessoa caracteristicamente inteligente, que tem amor pela cidade. E os que vieram de fora buscam aqui essa alta qualidade de vida. E quando ele não vê aquilo acontecendo diariamente, ele vê o mato alto, ele vê o buraco, ele vê as coisas não acontecendo, ele diz, olha, esse prefeito não serve para mim. Diferentemente dos meus colegas, eu estou fazendo desde o primeiro dia de governo e vou ficar até o último dia de gestão fazendo o melhor para a minha cidade. Além disso, é claro que nós temos que destacar que nossa cidade tem índices ótimos em diversas questões. Por exemplo, nós somos uma das cidades mais seguras do Brasil. Saiu agora recentemente que Valinhos é a cidade mais arborizada do estado de São Paulo. Além disso, eu criei as microflorestas, que eu não idealizei. Peguei a ideia do Dário (Dário Saadi, prefeito de Campinas), que está fazendo isso, e achei importantíssimo.
O município teve um problema no passado de abastecimento de água. Inclusive se iniciou um processo de privatização do sistema. Como está essa questão hoje?
O problema hídrico que ocorreu em setembro de 2021 foi por incompetência na gestão. Porque, na verdade, Valinhos não falta água. É só vocês compararem o meu primeiro ano. não faltou água em Valinhos. Não se teve conversa de crise hídrica em Valinhos. E sequer usei um litro de água dos nossos reservatórios. Como vereador, eu fui contra a venda do DAEV. Para mim, o DAEV é um patrimônio, é uma pérola. Eu acabei de fazer o elogio de que o DAEV já cumpria metas em 1970, quando ele foi fundado. Na minha gestão, nós nunca falamos em crise hídrica e nunca faltou uma gota de água na torneira de ninguém. Então, eu já consegui, no primeiro ano, demonstrar o contrário, que de fato não tem crise hídrica. E no meu governo, não vai faltar água. Em uma cidade que precisa se desenvolver não pode faltar água, não pode faltar tratamento de esgoto, não pode faltar energia, não pode faltar transporte público, não podem faltar as condições mínimas para quer investir. Esse desabastecimento que aconteceu em 2021, ele foi danosa, inclusive, para os anos subsequentes. Por isso que eu estou afirmando que a falta de água foi falta de gestão. Um dos meus primeiros atos foi criar uma comissão que está avaliando todo o procedimento que foi feito para a venda do DAEV. Ao final dessa avaliação, que ainda está em curso, que exige uma questão técnica, administrativa, e principalmente jurídica, nós vamos ter um diagnóstico completo do que é melhor para o município. Eu sou contra a venda. Eu me posicionei contra a venda do DAEV na Câmara e obviamente que dentro da Prefeitura eu tenho o mesmo comportamento. O DAEV é uma SA, mas com 100% de capital da Prefeitura. Então, quem é o único sócio hoje sou eu, prefeito de Valinhos, representando o município. A minha vontade é de não vender. Mas eu preciso terminar todo o trabalho de estudo para poder consolidar o caminho que vai ser feito no DAEV.
O senhor mencionou a questão da segurança pública, que Valinhos é considerada uma das cidades mais seguras do país. Vocês aprovaram uma lei com a questão da gratificação por risco de morte dos guardas-civis municipais. Isso foi questionado no Tribunal de Justiça. Como é que está essa situação e como é que o senhor pretende conduzir esse caso?
O que está acontecendo é que, em 2018, aprovou-se uma lei que complementou os salários dos guardas através de um risco de morte. E o Tribunal de Justiça, e o MP, e todas as instituições, cada qual no seu exercício de sua função, no seu papel, entendeu que isso é irregular, que isso é inconstitucional. Então, eles entraram com uma ação, e isso não aconteceu só em Valinhos, isso aconteceu em várias outras cidades. Então, eles entraram com uma ação para declarar inconstitucional essa lei. Quando eles vencerem, se eles vencerem todas as instâncias e declararem essa lei como inconstitucional, essa gratificação tende a cair. Isso eu resolvo de maneira administrativa. Eu tenho que fazer uma nova lei, uma nova estrutura, mudar a referência do guarda e talvez devolver a ele esse poder de compra de novo no salário dele. Mas isso só vai acontecer se um dia essa lei cair. Até lá, nós temos todo um trabalho jurídico que vai dar segurança aos guardas. Seja pela gratificação, seja por uma mudança de referência, seja por um outro benefício. Eu estou junto com a Guarda Municipal e dando a garantia que eles não vão perder nada no salário deles.
O senhor mencionou a questão do transporte, que vocês reduziram o valor da tarifa de R$ 4,70 para R$ 3,70, tem algumas isenções, tem a gratuidade aos finais de semana e feriados também. Muito tem se discutido no Brasil a questão da gratuidade. Algumas cidades já estão começando a implantar isso. Como é que o senhor avalia essa questão e como é que é a relação hoje da Prefeitura com a concessionária Sou Valinhos?
A relação é boa, a minha relação com todos os fornecedores e com todas as pessoas que prestam serviço em Valinhos é boa, desde que façam de fato o que precisa ser feito. Então não tem muita margem. Até porque na Prefeitura, na minha gestão, ninguém é sócio de ninguém. Então a gente exige que se cumpra o contrato. Passou a ser boa quando a Sou Valinhos passou a cumprir o contrato. Não há mais transporte coletivo que se sustente sem o pagamento de subsídio. Então, a discussão passa por isso. Passando por isso, cada município, de maneira específica, vai ver sua característica. Sua característica, inclusive, financeira, de distanciamento dos bairros, de organização desse transporte e, principalmente, do seu povo, da quantidade de pessoas que usam esse transporte. Em Valinhos, nós fizemos um subsídio com 14 itens de melhorias. Colocamos internet gratuita, já melhorou a vida das pessoas, porque o tempo que ela vai ficar lá esperando, ela tem um tempo melhor de qualidade ali com a internet. Colocamos um aplicativo no qual ela olha pelo GPS e vê onde o ônibus dela está. Por exemplo, o Correio Popular não deve ter ouvido falar em alguma cidade da região, ou talvez do Estado, que, ao invés de aumentar a passagem, diminuiu em um real. E quando a concessionária viu isso, eles assustaram. E eu justifiquei. Olha, eu sou de um tempo em que o transporte público carregava quase 400 mil passageiros. Isso caiu para 350 mil, para 280 mil, na pandemia para 230 mil. Nunca mais levantou. Então, se a gente não melhorar o transporte público, a qualidade do serviço, desde o banheiro ao ônibus, e se a gente não fizer o movimento da passagem, a gente não aumenta o número de passageiros. E baixando a passagem, nós vamos aumentar o número de pessoas que vão usar o transporte. Com isso, nós saltamos de 230 para 350 mil passageiros.
Valinhos tem hoje uma população de cerca de 132 mil habitantes e um orçamento próximo a R$ 1 bilhão. Pela qualidade de vida e localização, muitas pessoas buscam a cidade para viver, tanto de maior poder aquisitivo quanto mais pobres. Como é que vocês trabalham isso? Moradores de rua, inclusive?
Tem, morador em situação de rua é um problema crônico no Brasil, que está eclodindo agora mais nos últimos anos, de maneira mais evidente. Esse é um tipo de política que não dá para fazer só no município, ela precisa ser regional e até estadual. Essa é a cobrança que eu tenho feito inclusive para o Dário, enquanto Região Metropolitana de Campinas (RMC), e para o Estado. Eu sou totalmente contra a política de higienização. O município empurra para o outro, desse jeito você não trata a questão. Então, é algo que precisa ser ampliado. Mas todas as cidades, umas com menos umas com mais, vai ter morador em situação de rua. Até porque essa situação de rua pode ser momentânea, uma pessoa que briga com a esposa ou com a família e sai de casa, ela pode voltar para o berço da família, que é o que a gente sempre trabalha para que ocorra. Outra coisa que eu sempre defendo, é que antes da gente pensar em trazer novas empresas, nós precisamos cuidar das que já estão na cidade. Valinhos é a capital nacional do figo roxo e a maior produtora de goiaba do Brasil. Então você precisa potencializar a agricultura. Para isso, eu criei, pela primeira vez na história da cidade, uma Secretaria de Agricultura, para cuidar daquilo que já dá certo. Eu penso que você tem que valorizar o que já tem. Eu penso que nós temos que primeiro valorizar o que nós temos, resolver esses problemas crônicos que nós temos, para a gente poder pensar em novas empresas e novos investimentos. Eu criei um projeto de cidade, não um projeto de poder. O que eu estou fazendo agora é um projeto pensando a cidade para os próximos 20 anos. Então, nós vamos criar polo industrial, nós vamos criar polo tecnológico, nós vamos investir na questão de data center, nós vamos melhorar os corredores, nós vamos acabar com problemas crônicos, como, por exemplo, de água, para nunca mais faltar água, para ter esgoto, para ter energia, para ter um transporte coletivo de qualidade. Você fazendo tudo isso, o investimento é natural, ele vem, porque ele vai procurar a melhor cidade. Obviamente que eu penso tudo isso de maneira sustentável, criando um elo ambiental, social e econômico. Na minha gestão, nós vamos vender muitas áreas que não têm utilidade para a prefeitura, que dão despesa, para que com esse recurso a gente possa fazer as melhorias. Construção de uma escola, construção de uma creche, construção de um posto de saúde, construção de um equipamento público ou até mesmo uma desapropriação para fazer um polo industrial.
O senhor foi vereador por dois mandatos e presidente da Câmara. Essa experiência ajudou muito quando o senhor chegou à Prefeitura?
Muito, muito. Eu comecei fazendo Educação Física em 2005, aí eu fiz Administração de Empresas, me formei em 2010, depois eu fiz Gestão Pública em 2014 e depois fiz Direito em 2018. Então posso dizer que todo esse currículo acadêmico, mais a minha experiência na Câmara, eu também fui cinco anos assessor de vereador. Além disso, a minha experiência na prefeitura também, fui desde guardinha até diretor. Essas experiências me ajudaram para eu poder ter tranquilidade, tomar as melhores decisões, saber alguns caminhos jurídicos, administrativos e políticos, para que a gente pudesse fazer tudo o que fizemos em um espaço curto de tempo. Na verdade, a máquina pública é demorada. Então, quando você toma uma decisão em um determinado ponto, até você chegar no resultado final, às vezes demora muito. E é isso que as pessoas estavam acostumadas. É esse ponto fora da curva que a gente conseguiu fazer. Por exemplo, uma licitação de lixo, por exemplo, demoraria quantos anos? Aqui, nós fizemos em 40 dias. Uma licitação comum nós fazemos em 30 dias, 20 dias, 60 dias. Uma permuta que alguém ficaria aí 4, 8 anos para fazer, nós fizemos em 100 dias.
Um investidor entra com um projeto, seja terreno, loteamento, o que for, qual é a média de tempo para aprovação?
Se estiver tudo correto, a gente consegue diminuir esse tempo, que era antigamente entre 6 e 8 anos, para 2 anos. Porque na verdade, tem a questão do investidor, tem prazos constitucionais, tem prazos de outros órgãos, que não dependem só da prefeitura e que precisam ser respeitados. Mas, de qualquer maneira, o que precisa? Melhorar o procedimento. E a gente está fazendo essas mudanças nos processos. Por exemplo, abrir uma empresa. Quando eu cheguei na prefeitura, demorava, por exemplo, 6 meses, 4 meses para abrir uma empresa. Hoje a gente abre uma empresa em 2 dias. O que nós fizemos? Troquei o sistema.
Sempre encerramos essas entrevistas, para descontrair um pouco e não ficar só naquela coisa rígida, perguntando se o entrevistado tem algum hobby? Como é que o senhor se distrai nos momentos de lazer. Sabemos que para um prefeito é difícil ‘desligar’, mas o que o senhor gosta de fazer nas horas livres?
Eu sempre aproveito com a família que eu gosto muito. Então eu tenho a minha esposa Karina e o FJ, que é o meu moleque de 7 anos. E eu gosto de jogar bola. Então sempre que dá eu vou jogar uma bolinha joguei uma bola outro dia com o pessoal da Polícia Militar e vou fazer uma final no Country Club. Eu gosto de jogar bola
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