Os 42 municípios da DRS apresentaram 52% de queda de registros de óbitos pela Covid-19 na semana encerrada dia 17

O levantamento mostra queda também nos casos e nas internações (Cedoc/RAC)
Formado por 42 cidades, o DRS (Departamento Regional de Saúde) Campinas apresentou o maior índice de redução nos casos de morte por Covid-19 do Estado de São Paulo, na semana encerrada no dia 17 de outubro. O resultado foi divulgado ontem pelo Observatório PUC-Campinas, que faz o monitoramento da pandemia com foco na região. Segundo o estudo, houve queda de 52% nos registros de óbitos na semana epidemiológica identificada como 42. A região de Franca vem em segundo, com 50%, e a de Marília em terceiro, com 46%. Houve queda na região de Campinas também na incidência de casos — que foi 6,7% menor no mesmo período na comparação com a semana anterior. A DRS Campinas permanece como a segunda no Estado em números absolutos de casos e mortes. Até 17 de outubro registrava 111,6 mil contaminações e 3,5 mil óbitos. Tinha uma taxa de letalidade de 3,19%, segundo o estudo. Na Região Metropolitana de Campinas (formada por 20 municípios) havia o registro de 82,5 mil casos; 2,6 mil mortos e uma taxa de letalidade de 3,24%. A Grande São Paulo continua na liderança do ranking de números absolutos: 493.732 casos e 22.260 mortes. Mas a região também registrou queda de 28% nos casos na semana 42. Apesar da queda na incidência de casos e mortes, o infectologista do Observatório da PUC, André Giglio Bueno, faz um alerta. Ele considera que as prefeituras deveriam detalhar melhor as notificações, para que se possa fazer um diagnóstico mais preciso sobre o desenvolvimento da pandemia. "Como não é possível, no momento, ter a informação sobre a data de início dos sintomas desses registros, restam dúvidas sobre a fidedignidade das curvas e da real situação da doença nas cidades", disse ele, numa das conclusões do estudo. "Seria interessante que, assim como ocorre em Campinas, fossem divulgados periodicamente os boletins com os dados mais precisos dos municípios, com as curvas de casos organizadas pelas datas de início dos sintomas, separação entre síndrome gripal e síndrome respiratória aguda, e, ainda, as taxas de ocupação de leitos intensivos e de enfermaria", advertiu o médico. Economia O estudo do Observatório aponta ainda que apesar da desaceleração da pandemia e da ampliação da flexibilização para o funcionamento dos estabelecimentos, os números continuam ruins no âmbito econômico. O estudo conclui que houve queda de 9% no índice relativo à atividade de serviço até agosto comparando-se ao mesmo período de 2019. O setor representa 64% das atividades na RMC. "Além disso, cabe dizer que o IGP-M, índice de inflação mais amplo que inclui o preço das matérias-primas, continua em alta (17,94%), bem como o desemprego e o desalento", aponta o economista Paulo Oliveira, lembrando que esses fatores dificultam a retomada econômica.