NEGÓCIOS

RMC tem 6 cidades no ranking das melhores

Foi analisado o potencial de mercado de 310 cidades brasileiras

Henrique Hein
04/08/2019 às 08:02.
Atualizado em 30/03/2022 às 19:54

A pesquisa apresenta quatro recortes, focando nos melhores municípios em relação aos seguintes temas: desenvolvimento econômico, capital humano, desenvolvimento social e infraestrutura. O ranking é calculado por meio de metodologia de análise estatística, que cruza os dados entre si. Ao todo, foi analisado o potencial de mercado de 310 cidades brasileiras com mais de 100 mil habitantes. Na categoria de desenvolvimento econômico, o foco é recorte financeiro das cidades. Para isso, foram computadas informações sobre o comércio exterior (importação e exportação), diversidade econômica e empreendedorismo. Neste quesito, entre as cidades da região, Indaiatuba é quem ocupa a melhor posição, na segunda colação geral, atrás somente de Barueri (SP). Valinhos e Itatiba, na 10ª e 32ª posição, respectivamente, também são destaques. Campinas aparece na lista na 58ª colocação. A cidade de Indaiatuba registrou a alta pontuação em função do crescimento de: 0,5% nos empregos formais; 3,4% na frota de veículos; 24% nas importações; 7% nas exportações; e 23% nas microempresas individuais. Segundo o estudo, a cidade se destacou também por conta do índice Firjan de Gestão Fiscal de 0,8277 (considerado alto). Nos indicadores de capital humano, foi onde a região apresentou o seu pior resultado, com Campinas aparecendo como o município da RMC mais bem colocado na 25ª colocação. Paulínia aparece em segundo, no 39ª lugar, e Americana — que está fora dos ranking das 100 melhores cidades para se investir — em 53º lugar. Nesse quesito, são avaliadas questões sociodemográficas, econômicas e do setor de educação, em diferentes níveis de ensino. No ranking de desenvolvimento social, o critério de avaliação fica por conta do desempenho dos negócios na cidade, com base em indicadores sociodemográficos e econômicos, de educação, de saúde e de segurança. Valinhos em 5º lugar geral é quem melhor representa a RMC. O município fica atrás apenas de São Caetano do Sul (SP), Balneário Camboriú (SC), Jundiaí (SP) e Santos (SP) no levantamento. Campinas, nesse segmento, ocupa apenas a 47ª colocação, atrás de outras cidades da região como Itatiba (9ª), Paulínia (38ª), Santa Bárbara d’Oeste (42ª), Americana (43ª) e Indaiatuba (44ª). Por fim, na categoria de infraestrutura, na qual são analisados itens como distribuição de água, por exemplo, até questões relacionadas à telecomunicação, a RMC se destaca emplacando quatro cidades entre as 20 melhores. Campinas é a terceira no ranking, atrás somente de São Paulo e Guarulhos, respectivamente. Itatiba (11ª), Valinhos (15ª) e Indaiatuba (19ª) completam a lista das cidades mais bem colocadas no segmento. Segundo o estudo, em infraestrutura, Campinas se destaca por causa do desenvolvimento tecnológico em áreas de conhecimento (unidades de ensino) e também pela presença do Aeroporto Internacional de Viracopos, com voos para mais de 60 destinos nacionais e internacionais, além de transporte rodoviário interestadual para mais de 250 destinos. O levantando informa ainda que, assim como São Paulo, Campinas pode melhorar ainda mais esses índices se reduzir as perdas na distribuição de água e na quantidade de economias atingidas por paralisações do sistema. Avaliação Para José Augusto Ruas, economista e professor das Faculdades de Campinas (Facamp), o resultado obtido pela região no estudo produzido Urban Systems não o surpreende. “É positivo e ao mesmo tempo esperado, porque ao longo das últimas duas décadas a forma com a qual Campinas passou a relacionar com as demais cidades da Região Metropolitana se transformou”, explica o especialista. “Parte da estrutura industrial foi migrando para as cidades do entorno de Campinas, ao ponto que o município, por sua vez, passou a se consolidar cada vez mais como um polo ligado ao ramo de serviços como de: consultoria, finanças, desenvolvimento e pesquisa, entre outros”, ressaltou. De acordo com ele, neste intervalo de vinte anos, parte do setor produtivo industrial e de mão de obra que havia em Campinas foi migrando para Paulínia, Indaiatuba e outros municípios da região. “Essas cidades cresceram muito, porque conseguiram e ainda conseguem se beneficiar das condições infraestruturais que Campinas oferece, como uma malha viária extensa e a proximidade com o Aeroporto Internacional de Viracopos para transportar produtos”, afirmou. Para Ruas, qualquer melhoria estrutural de uma cidade, ou de um País, depende da capacidade para atrair investimentos indústrias. “Assegurar que a sua região consiga atrair investimentos industriais, sem precisar fazer guerra fiscal, é o que garante os melhores empregos, os melhores salários e uma vida melhor para a população”, afirmou. “O que acontece hoje é que muitos localidades abrem mão de tributos, terrenos e condições, somente para atrair essas empresas. No fundo, isso acaba destruindo as prefeituras e prejudicando o investimento em áreas essenciais, como saúde e educação, por exemplo”. Na visão do economista, a RMC está evoluindo gradativamente no que diz respeito a capacidade de gerar negócios e atrair empresas. “Nós estamos em um movimento de melhora em alguns aspectos. A tendência é de que a região siga crescendo. Agora, para dar saltos mais qualitativos, seria importante que todas as áreas do desenvolvimento econômico e urbano evoluíssem mais”, pontuou. Construtora vai investir R$ 300 mi Uma das empresas mais renomadas no ramo de construção e de empreendimentos enxergou o potencial em Campinas para se fazer negócios. Considerada pelo ranking Valor 1000, do jornal Valor Econômico, como a maior construtora do Sul do País, a empresa Plaenge promete investir R$ 300 milhões na cidade nos próximos três anos, gerando pelo menos 500 empregos diretos.A construtora apresentou na última quinta-feira, o seu primeiro lançamento na cidade, no bairro Cambuí.  De acordo com Celia Catussi, gerente de Novos Negócios da Plaenge, Campinas foi a cidade escolhida para ser a sede do primeiro empreendimento da empresa no Estado de São Paulo em função do grande potencial e dinamismo de sua economia e também pela modernidade que a metrópole apresenta. “Campinas estava na nossa mira já há algum tempo por possuir uma rica história de trabalho e empreendedorismo, características que levaram a cidade a se tornar um polo financeiro, industrial e cultural com alta qualidade de produção científica”, explicou.

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