A restrição de circulação de veículos, prevista para começar em Campinas na segunda-feira, foi adiado para data ainda não determinada
O rodízio de veículos, previsto para ter início em Campinas na segunda-feira, foi adiado para data ainda não determinada, porque o prefeito Jonas Donizette (PSB) decidiu transformar o decreto que seria publicado hoje em projeto de lei que será enviado na segunda-feira à Câmara para discussão e votação. Assim, o início da restrição de circulação dependerá da aprovação pela Câmara, que convocará sessão extraordinária. O presidente da Câmara, Marcos Bernardelli (PSDB), disse que o projeto não será votado na próxima semana, porque pedirá parecer da Procuradoria Jurídica da Casa sobre a legalidade e constitucionalidade da medida e a proposta terá que passar ainda pelas comissões de mérito. A Câmara deverá também convocar audiência pública facultativa para discussão da implementação do rodízio. Na segunda-feira, ele se reunirá em teleconferência com os líderes dos partidos para estabelecer a tramitação da proposta. “Vamos discutir com a seriedade que o projeto merece, apresentar sugestões para o aperfeiçoamento por meio de emendas, mas nada será votado de afogadilho”, afirmou. O cadastramento dos motoristas que estarão liberados do rodízio pode ser feito a partir de hoje no site da Emdec. Pelo projeto que será enviado à Câmara, estarão excluídos da restrição de circulação ônibus, caminhão, táxis e aplicativos cadastrados na Emdec. Transporte escolar também estará liberado assim que as aulas forem retomadas. Veículos de socorro, como ambulâncias, bombeiros, além da segurança pública, fiscalização operação transito, de serviços públicos de atendimento de água, energia, internet, telefone também estarão liberados. Pessoas com deficiência e doenças crônicas que se submetem a tratamentos também poderão circular nos dias de rodízio. Trabalhadores da área de saúde, farmacêutica e serviços correlatos, entrega de mercadorias por correspondência, empresas com contrato de obras públicas, de entrega de alimentos, da construção civil, manutenção predial, veterinárias, transporte de valores, segurança privada e de transporte de insumos fica fora do rodízio. As motos entraram no rodízio, com exceção dos motociclistas que trabalham com serviços de entrega.