redução

Sistema Cantareira opera com 43% da capacidade

Com pouca chuva neste início de fevereiro ? até ontem choveu apenas 13.6 milímetros ?, as barragens do Sistema Cantareira enfrentam redução

Maria Teresa Costa
teresa@rac.com.br
05/02/2019 às 08:37.
Atualizado em 05/04/2022 às 10:03

Com pouca chuva neste início de fevereiro — até ontem choveu apenas 13.6 milímetros —, as barragens do Sistema Cantareira enfrentam redução no volume armazenado e ontem operaram com 43% da capacidade. Há um ano, a operação estava em 50,9%. A situação é preocupante para a recuperação dos reservatórios para o período da estiagem, a partir de abril. Para atravessar a estiagem com mais tranquilidade, o sistema precisará chegar a abril com pelo menos 60% da capacidade, afirma a gerente técnica do Consórcio PCJ, Andréa Borges. “O problema é que as chuvas estão ocorrendo volumosas e num curto espaço de tempo e não conseguem recarregar o lençol freático”, afirma. Além disso, não está chovendo na cabeceira do Sistema Cantareira e isso impede vazões volumosas. Essa situação foi exposta na sexta-feira em encontro do Consórcio PCJ com a Agência Reguladora de Saneamento e Energia do Estado de São Paulo (Arsesp), onde apresentou um panorama da situação hídrica das Bacias PCJ, em encontro com a participação do presidente do consórcio e prefeito de Nova Odessa, Benjamim Bill de Souza (PSDB). As liberações de água do Cantareira para os rios das Bacias PCJ aumentaram em fevereiro, de 1,5 metros cúbicos por segundo para 7,5 m3/s. Estão sendo descarregados 7 m3/s no Rio Atibaia a partir das represas Atibainha e Cachoeira, e 0,5 m3/s no Jaguari. O Rio Atibaia, principal manancial de Campinas, responsável por 95% do abastecimento da cidade, registrou vazão ontem às 7h, no posto de monitoramento de Valinhos, de 8,82 m3/s, bem abaixo da média histórica do mês que é de 33,9 m3/s. Com chuvas de janeiro 15,1% abaixo da média, o Sistema Cantareira fechou o mês com 423,6 milhões de metros cúbicos de água nos reservatório, o equivalente a 43,3% de seu volume útil. Se a situação não mudar, um socorro virá da transposição das águas da represa Jaguari, na Bacia do Paraíba do Sul, para a represa Atibainha em Nazaré Paulista e que integra o Sistema Cantareira.

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