Ação aconteceu no sábado (12) quando seis homens de cabeça raspada atiraram pedras no vidro do prédio da Central. Uma testemunha viu e acionou a polícia
A subsede da Central Única dos Trabalhadores (CUT), em Campinas, foi atacada na noite de sábado (12) por seis homens que conseguiram fugir. Eles jogaram pedras nos vidros do prédio que ficaram estraçalhados. Segundo o coordenador da regional da CUT em Campinas, Carlos Fábio, uma testemunha passava de carro no local e viu os suspeitos atirando pedras no vidro. Ainda de acordo com a testemunha, todos eles tinham a cabeça raspada. Ele imediatamente acionou a polícia que foi até o local e fez buscas na região, mas nenhum suspeito foi encontrado. A subsede fica na Rua Culto à Ciência, na região central. O coordenador afirmou que fará um boletim de ocorrência para que a polícia investigue a ação. “Fizeram dois buracos grandes nos vidros. Foi uma ofensa o que fizeram. Foi um ataque similar ao que aconteceu há poucos dias no sindicato dos Metalúrgicos em Diadema. É um absurdo. As pessoas estão misturando tudo”, afirmou. Fábio disse também que olha com preocupação essas reações. “Esta se abrindo um leque de ofensas as instituições sociais. Isso é um absurdo”, terminou. Na última sexta-feira (11) policiais armados invadiram durante uma plenária em apoio ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva organizada pelo PT a subsede do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC em Diadema. Um grupo de pessoas estava reunido na subsede do sindicato sexta-feira à noite para uma homenagem a Lula, que foi alvo de um pedido de prisão do Ministério Público de São Paulo na quinta-feira, e do ex-prefeito de Diadema e ex-secretário municipal de Saúde de São Paulo José de Filippi Junior. Dois policiais militares armados com metralhadoras entraram no local sem mandado judicial dizendo que foram chamados para averiguar uma "denúncia" de reunião em favor do petista. Imagens publicadas em redes sociais mostram quatro carros da PM com sirenes acesas na frente da subsede do sindicato. Os policiais pediram documentos dos participantes da reunião, inclusive parlamentares. O Sindicato dos Metalúrgicos do ABC divulgou uma nota na qual "insta o Poder Executivo Estadual a manter as suas forças policiais nos estritos limites da legalidade, contendo e corrigindo os abusos ocorridos".