Faixas etárias são variadas e há 2 crianças; 4 estão na UTI
Complexo de Campinas é a segunda unidade no Estado a enfrentar o problema (Cedoc/RAC)
Campinas é a segunda cidade da região a confirmar casos de infecção pela superbactéria KPC (Klebsiella pneumoniae Carbapenemase) na semana. Na tarde de sexta-feira, o Hospital Ouro Verde atestou 11 ocorrências, em pacientes com faixas etárias variadas, entre eles duas crianças.Contudo, Marcos Pimenta, interventor da unidade de saúde, tranquiliza a população, explicando que essa é uma situação corriqueira em hospitais de grande porte e que não se trata de um surto. Anteontem, o Hospital Municipal Waldemar Tebaldi, em Americana, já havia atestado outras três situações. “Trata-se de uma bactéria ultrarresistente à antibióticos, porém, os serviços hospitalares monitoram todos os pacientes que vêm até o hospital, pois caso a tenham, eles necessitam de uma série de cuidados. Ocorrem casos, inclusive, em que eles já vêm transferidos de outros hospitais infectados”, explica Pimenta, ressaltando que a conduta é a mesma: isolar e controlar o ambiente para que a bactéria não se espalhe. Até a noite de sexta-feira, todos os pacientes permaneciam internados, sendo que quatro deles estavam na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e os demais em quartos comuns. “Agora são procedimentos padrões como limitar o número de visitas de cada paciente, manter o isolamento, entre outros. Nós acompanhamos muito bem essa triagem, pois utilizamos mecanismos de controle que seguem normas internacionais”, completa, informando que o atendimento à população segue normal, apenas com o cuidado diferenciado que esses pacientes requerem. Ele confirmou ainda que nenhuma ala precisou ser fechada. KPC A bactéria KPC (Klebsiella pneumoniae Carbapenemase) é um micro-organismo que sofreu modificação genética no ambiente hospitalar. Os primeiros casos foram identificados em pacientes internados em UTI, nos Estados Unidos, em 2000. Ela pode ser encontrada na água, em fezes, no solo, em vegetais e cereais. Sua transmissão é feita através do contato com secreções de pacientes já infectados, uma vez que as normas básicas de desinfecção e higiene não tenham sido seguidas. A superbactéria pode provocar pneumonia, infecções sanguíneas e outras enfermidades que podem se desenvolver para um quadro de infecção generalizada, resultando em morte. Idosos, pessoas debilitadas e crianças correm risco de contrair a KPC com maior facilidade.