O suspeito é de Várzea Paulista, chegou a negar o crime, mas na casa dele foi achado um celular da vítima

A mulher foi abordada após deixar a filha em uma escola no bairro Capela (Cedoc/RAC)
Policiais da delegacia de Vinhedo identificaram e prenderam na tarde de quarta-feira, um frentista de 42 anos suspeito de roubar e estuprar uma mulher de 42 anos na tarde da última terça-feira. O homem usava um Voyage com placas clonadas, mas foi localizado após os policiais buscarem ajuda da Guarda Municipal (GM) local, que possui sistema de monitoramento das entradas da cidade. O suspeito é de Várzea Paulista, chegou a negar o crime, mas na casa dele foi achado um celular da vítima. Ele confessou e alegou que estuprou a mulher em um momento de fraqueza. A mulher foi abordada após deixar a filha em uma escola no bairro Capela. Segundo relatou para os investigadores, ao sair da escola, ela foi abordada por um homem em um carro da marca Volkswagen, modelo Voyage, cor bege. O suspeito teria parado ao seu lado e a ordenado, com ameaça de estar armado, entrar no veículo. Com medo, a mulher disse que entrou no carro. O estuprador a levou para uma rua deserta, em outro bairro, onde cometeu o abuso sexual. Ao deixar o local, o carro do suspeito sofreu pane mecânica e no momento que ele tentou empurrar o veículo, a vítima abriu a porta, correu e pediu ajuda para moradores. O suspeito conseguiu dar tranco no carro e fugiu. De acordo com investigadores, a mulher foi levada para a delegacia após o crime, mas como estava em estado de choque foi encaminhada para o UPA na cidade e depois transferida para o Caism da Unicamp, onde recebeu alta na madrugada de quarta-feira. "Depois ela foi até a delegacia, e mais calma nos contou o que tinha acontecido e nos deu informações sobre o veículo. Pedimos ajuda da Guarda, que tem o Sistema Inteligente de Monitoramento, e localizamos o carro, mas a placa era clonada. Fizemos uma aproximação de placas até chegarmos ao nome do dono do Voyage" , contou um investigador. O estupro foi consumado e comprovado com exames do Instituto Médico Legal (IML). A Justiça determinou a prisão temporária de 30 dias para que o acusado fique preso enquanto as investigações continuam sendo feitas. De acordo com os investigadores, a própria família levou os objetos da vítima na delegacia e teria afirmado que estava revoltada com a ação do frentista e temia pela segurança dele, já que a vizinhança ameaçava em linchá-lo.