Campinas alcançou ontem a maior taxa de ocupação de leitos de Unidade de Terapia Intensiva para pacientes com Covid-19 desde o início da pandemia

Taxa de ocupação de UTIs bate novo recorde (Mauro Pimentel/AFP)
Campinas alcançou ontem a maior taxa de ocupação de leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) para pacientes com Covid-19 desde o início da pandemia, com o registro de 90,98% do total, considerando as redes municipal, estadual e particular. Dos 366 leitos de UTI exclusivos, 333 mantinham-se ocupados, que é também um novo recorde de internação de doentes por coronavírus. Outra agravante é que a cidade estava ontem com a menor oferta de leitos para atendimento de novos casos graves da doença — tinha disponível apenas 33 leitos de UTI, sendo 30 deles na rede particular e três na rede estadual. Os leitos de UTI exclusivos para Covid-19 estão com 100% de ocupação há 16 dias consecutivos nas unidades da rede municipal de Campinas — composta pelos hospitais Mário Gatti e Ouro Verde. A taxa de ocupação máxima nas unidades médicas da rede municipal é registrada desde o dia 10 deste mês. Todos os 133 leitos da rede municipal estavam sendo utilizados ontem. Além disso, a oferta de leitos é baixa na rede estadual — formada pelo Ambulatório Médico de Especialidades (AME) e pelo Hospital de Clínicas da Unicamp), pois a rede conta com 76 leitos, mas 73 estavam ocupados, o que corresponde a 96% de ocupação e a existência de apenas três leitos para novos atendimentos. Na rede particular, que oferece 157 leitos, tinha ontem em disponibilidade apenas 30 leitos porque 127 unidades já estavam sendo utilizadas, números que equivalem a uma ocupação de 81%.