Familiares que residem junto com o agente também terão direito de se inscrever; exames foram doados pelo Butantan

(Divulgação)
A aplicação do teste rápido para o novo coronavírus em policiais civis, militares e científicos de Campinas começa na próxima terça-feira. Além de Campinas, o exame será estendido a quatro cidades da Grande São Paulo e outras 16 no Interior Paulista. A relação dos municípios será divulgada pela Secretaria de Segurança Pública (SSP) na segunda-feira. Os testes foram doados pelo Instituto Butantan e serão aplicados também nos familiares que vivem na mesma casa dos agentes. A data final do exame é 2 de junho. Em todo o estado de São Paulo, são cerca de 110 mil servidores. Os números de Campinas não foram confirmados, uma vez que as corporações trabalharam em sistema de plantão no feriado prolongado de Corpus Christi. Para fazer o teste, o policial precisa se cadastrar no site: agendamento.fazumhilab.com.br ou pelo aplicativo Hilab. O agendamento começou nesta semana. Os familiares que poderão ser testados são aqueles que coabitam com o policial e moram na cidade da testagem. A primeira fase do teste começou na Capital no último dia 29. Segundo a Secretaria de Segurança Pública (SSP), foram feitos mais de 73 mil. Os policiais que tiveram diagnóstico confirmado foram afastados para tratamento. "A unidade a qual ele pertence passa por um processo de higienização e desinfecção em todos os ambientes e são adotadas medidas de controle sanitário, incluindo a aferição da temperatura e da oximetria de todos que chegam ao batalhão", frisou a Pasta em nota. De acordo com a SSP, o número de agentes afastados no estado de São Paulo, nas três polícias, corresponde a 1,6% do efetivo, com 17 mortes. "A PM tem adotado todas as medidas necessárias para garantir a proteção dos policiais militares com a aquisição e distribuição de novos Equipamentos de Proteção Individual (EPI), mudança dos protocolos de atendimento ao público e higienização de todos os ambientes de trabalho", informou a Secretaria. Liminar A 11ª Vara do Trabalho de Campinas concedeu nesta quinta-feira liminar que obriga o Estado a disponibilizar nas unidades prisionais um profissional de saúde do quadro da Secretaria da Administração Penitenciária (SAP), para fazer a triagem de pessoas externas, de custodiados internados, ingressos e transferidos, e dos servidores, terceirizados e fornecedores em geral e também fornecer EPI's para os agentes penitenciários. As obrigações devem ser cumpridas no prazo de 20 dias, após notificação, sob pena de multa de R$ R$ 1 mil por dia e por obrigação violada. A decisão foi com base em ação movida pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) a pedido dos sindicatos dos Funcionários do Sistema Prisional do Estado de São Paulo (SIFUSPESP), dos Servidores Públicos do Sistema Penitenciário Paulista (SINDCOP) e Sindicato dos Agentes de Segurança Penitenciária do Estado de São Paulo (SINDASP). No estado, são 176 unidades. A medida é para evitar o contágio de agentes pelo novo coronavírus e atende à reivindicação dos trabalhadores. Segundo dados do Departamento Penitenciário Nacional (Depen), o Estado tem 116 agentes infectados e 13 óbitos.