Cerca de 120 pessoas são atendidas todos os dias em um prédio antigo e com espaço insuficiente

Protesto contra fechamento de Pronto Socorro ( Reprodução )
Os usuários do Centro de Saúde Carlos Gomes, no bairro Carlos Gomes, em Campinas, fizeram um protesto na manhã de quinta-feira (26) contra o risco de fechamento da unidade, que funciona em um prédio pequeno e em condições estruturais precárias. Cerca de 90 pessoas participaram do ato em frente à unidade. Representantes da Secretaria Municipal de Saúde estiveram no local e foram pressionados a apresentarem uma solução. Um imóvel será alugado e até dezembro a unidade passará a funcionar no novo endereço, segundo foi informado aos manifestantes.Cerca de 120 pessoas são atendidas todos os dias em um prédio antigo e com espaço insuficiente para a demanda. Além de rachaduras nas paredes, os banheiros são pequenos e não têm ventilação. Faltam salas para atendimento médico e a sala de urgência é a mesma onde é realizada a inalação. “Hoje, as pessoas que vão se consultar no psicólogo, ou com outras especialidades, são atendidas na biblioteca da Administração Regional 14, que fica ao lado do Centro de Saúde, por falta de espaço. É uma situação complicada”, afirmou Carlos Lemos, presidente da Associação Independente dos Moradores e Amigos do bairro Chácaras Gargantilha. Apesar de pertencer ao município, o prédio não pode ser reformado por questões ambientais, mas também não tem mais condições de ficar onde está, segundo a própria Secretaria de Saúde. Os moradores temiam o fechamento do prédio sem que houvesse um novo espaço para o serviço. A Associação de Moradores do Gargantilha ofereceu um terreno no bairro, mas não houve resposta da Prefeitura. Durante o protesto, realizado às 10h de ontem, eles cobraram mudança e mostraram cartazes pedindo um “Centro de Saúde 100% Fifa”.O Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal de Campinas também cobrou melhores condições para os funcionários da unidade. O chefe de gabinete da Secretaria de Saúde, Edson Silveira, esteve no local no momento do protesto e apresentou um cronograma do que está sendo feito. “Vamos alugar a casa ao lado com melhores condições tanto para os pacientes como para os funcionários”, afirmou. O prazo dado para que o Centro de Saúde funcione no novo endereço foi até dezembro deste ano. “Já temos a documentação do imóvel. Ela está tramitando no jurídico e na Secretaria de Finanças. Se tudo correr bem nós vamos fazer a mudança até o final do ano. Esse foi o prazo que demos aos usuários hoje”, disse Silveira.Uma comissão de moradores e conselheiros locais de saúde foi formada e irá acompanhar o andamento. “Se em até 40 dias o processo não andar, vamos fazer uma manifestação maior e na porta da Prefeitura”, afirmou Carlos Lemos.