
O médico Danilo Villagelin que coordenou o teste da vacina na PUC (Kamá Ribeiro/ Correio Popular)
Os voluntários que participaram do teste da vacina da Johnson & Johnson no Hospital da PUC-Campinas, com aplicação de placebo, começaram a ser vacinados de verdade ontem. Eles tiveram a imunização garantida por participarem do estudo. Os primeiros vacinados ontem foram os que têm mais de 60 anos de idade. O imunizante é aplicado em uma só dose.
"Vamos contribuir com a vacinação de 400 pessoas de Campinas e região. Isso é muito importante para nós, e principalmente para os voluntários, bem como para consolidar a credibilidade do nosso Centro de Pesquisa internacionalmente", declarou o diretor do Centro, Danilo Villagelin.
A pesquisa foi realizada pelo hospital em novembro e dezembro de 2020, analisando a eficácia do imunizante da farmacêutica americana. "Os estudos mostram que, depois de duas semanas, a vacina já faz efeito. E, em taxa da eficácia global, ela se mostrou eficaz em 86% das formas graves da doença".
Ainda de acordo com o diretor, "a vacina da Johnson é parecida com a de Oxford: usa um vetor viral, um vírus humano, o adenovírus, que carrega uma parte da proteína do coronavírus".
O imunizante é eficaz contra as novas variantes da covid-19, segundo o estudo aprovado pelo FDA (órgão que libera medicamentos nos Estados Unidos). A pesquisa foi feita na África do Sul, onde já havia uma nova cepa do vírus.
Mas, por que o Hospital da PUC-Campinas foi escolhido para o levantamento, em detrimento a outros hospitais? Para Villagelin, por três motivos: pelo fato do departamento de infectologia ser liderado pela médica Maria Pateli, que já tem 20 anos de experiência em pesquisas clínicas; porque o hospital tem um centro exclusivo para realizá-las; e pela solidez do nome da PUC.
Os voluntários e a vacina não puderam ser fotografados, entrevistados e/ou filmados por orientação da Johnson & Johnson.