Ataque cibernético foi o ponto alto de workshop em Campinas

Especialistas na área sugeriram soluções viáveis para evitar ocorrências (Thomaz Marostegan/ESpecial para AAN)
Campinas recebeu quarta-feira de manhã no Hotel Royal Palm Tower Anhanguera, no bairro Jardim do Lago, um workshop sobre novas soluções tecnológicas para a Indústria 4.0. A grande atração do evento, promovido pela empresa Rockwell Automation, foi a demonstração em tempo real de como acontece uma invasão de hackers na manufatura de uma indústria, por meio das vulnerabilidades dos sistemas operacionais. No local, os especialistas de suporte também explicaram quais são as soluções viáveis para evitar eventuais falhas no sistema e que ataques prejudiquem o andamento de uma empresa. De acordo com dados da Rockwell Automation, o Brasil é o País que mais recebe ataques cibernéticos na América Latina. No setor industrial, 91% dos ataques levaram menos de um dia para serem executados sem que as empresas percebessem, sendo que somente um foi descoberto internamente e 53% levaram meses para serem contidos. Até 2020, estima-se que 25% dos ataques identificados nas empresas envolverão a nova geração de equipamentos inteligentes trazidos pela onda do Internet das Coisas Industrial (IIoT). Para o gerente em serviços de consultoria de IT/OT da Rockwell Automation, Eduardo Fernandes, a grande maioria dos ataques são feitos para extrair informações sigilosas sem que a vítima perceba. Ele explicou ainda que hoje o melhor antivírus do mercado consegue bloquear apenas 62% dos ataques. “Se nem um bom antivírus consegue bloquear a maior parte dos ataques, pode-se afirmar que a questão da segurança não é o fim da jornada 4.0. É o começo”, comentou. O especialista destacou ainda que existem duas medidas fundamentais que as empresas precisam tomar para evitar os ataques cibernéticos: “A primeira é não acreditar em ninguém que diga que uma única solução fornecida por ele pode resolver o problema da sua empresa. A segunda, entender a importância da definição de um padrão de segurança industrial”, explicou Fernandes. Além dessas precauções, ele também alertou para a necessidade de as empresas adotarem metodologias de cibersegurança e estratégias de Defesa em Camadas (rede, computador, dispositivo) para retardar ou inibir ataques e eventuais ameaças à produção.