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Comércio cria barreiras contra marcha a ré

Lojas de Campinas são obrigadas a investir em sistemas de segurança para conter prejuízos

Patrícia Azevedo
04/06/2013 às 05:04.
Atualizado em 25/04/2022 às 13:36

A disseminação de ataques cometidos pelas chamadas gangues da marcha a ré está levando comerciantes de Campinas a incrementar a segurança de suas lojas. Policiais ouvidos pela reportagem contam que o crime, que começou a ser cometido por um bando específico, está sendo copiado por vários criminosos.

Temendo ser vítimas de novos ataques, empresários da cidade decidiram se proteger. Barreiras físicas, alarmes e câmeras de monitoramento compõem o arsenal de proteção. O empresário Samuel Paulani, dono de uma loja de tênis na rua Coronel Quirino, no Cambuí, foi vítima da gangue em março. Teve um prejuízo de R$ 30 mil e mudou todo o seu sistema de segurança. “Instalei essas barreiras físicas, coloquei câmeras de monitoramento e troquei o sistema de alarme. Espero que tenha sido o primeiro e único roubo”, contou.

No início de maio, a onda de ataques a lojas de Nova Odessa obrigou comerciantes da cidade a instalarem barreiras de concreto na frente de seus estabelecimentos. Pelo menos dez lojas construíram bloqueios na calçada para impedir que bandidos subam com veículos na guia para quebrar vitrines e portas de ferro para furtar e saquear produtos.

Depois de ter sido vítima da gangue pela segunda vez, a unidade das Casas Bahia na Avenida Senador Saraiva, em Campinas, instalou seis postes de metal na entrada da loja para impedir novos ataques. A rede de lojas afirmou, em nota, que não costuma detalhar as medidas de segurança. Uma loja de roupas de grife no Cambuí também instalou uma barreira metálica para impedir que a vitrine seja novamente derrubada. Seus proprietários não foram localizados para comentar o assunto.

A reportagem apurou com policiais que a nova modalidade de crime, em que bandidos usam um carro para arrombar vitrines e fugir levando as mercadorias, não é cometida apenas por uma quadrilha em Campinas. “Três membros da gangue foram presos, mas os crimes continuam em outros bairros com um modo de operação diferente”, afirmou um PM que pediu para não ser identificado. Já são 26 os ataques desse tipo na Região Metropolitana de Campinas (RMC) neste ano.

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