FINANCIAMENTO ESTUDANTIL

Cometemos erro com o Fies e voltamos atrás, admite Dilma

A presidente disse que o governo errou ao deixar que o setor privado controlasse as matrículas feitas com o Fies, mas defendeu a exigência de nota mínima nas provas do Enem

Agência Brasil
16/03/2015 às 20:34.
Atualizado em 23/04/2022 às 17:45

Ao comentar as manifestações de domingo (15) contra o governo, a presidente Dilma Rousseff disse nesta segunda-feira (16) que o governo errou ao deixar que o setor privado controlasse as matrículas feitas com o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).Em entrevista a jornalistas nesta segunda-feira, no Palácio do Planalto, Dilma disse que “em qualquer atividade humana se comete erros”, e ressalvou a possibilidade que “o governo possa ter até cometido algum erro” com relação à crise econômica, mas pediu que sejam apontados os momentos em que ela não foi humilde para que possa avaliar se se tem razão.Logo depois, ela se lembrou de um erro cometido pelo governo. “Quem controlava as matrículas era o setor privado. Esse é um erro que cometemos, detectamos, voltamos atrás e estamos ajustando o programa. Antes, as matrículas eram feitas diretamente com as instituições, agora elas vão ter de passar pelo governo”, acrescentou.A presidenta garantiu, no entanto, que esse erro não é culpa do setor privado, já que esse controle é feito em outras áreas como o Programa Universidade para Todos (ProUni).Desde que foram publicadas, no final do ano passado, alterações nas regras do Fies, o fundo tem sido alvo de embate entre governo e instituições privadas. Restrições de qualidade e de valores foram impostas à oferta de financiamento. Estudantes não estão conseguindo renovar contratos com instituições que tiveram reajustes nas mensalidades acima de 6,4% e estão enfrentando um sistema congestionado para novos financiamentos.Sobre a exigência de nota mínima, de 450 pontos em média, nas provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), a presidente defendeu a medida, e disse ser inaceitável alguém que tirou "zero em português", ter acesso ao financiamento. Para ela, "esse que teve zero compromete o Brasil".Dilma também negou que haja problemas com o Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec) e reafirmou o compromisso de oferta total de 12 milhões de vagas.

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