Andamos na versão híbrida do Corolla, que roda com gasolina, etanol e a bateria de níquel; nova geração do sedã passou por ampla remodelação
O Toyota Corolla sempre teve fama de ser um carro pouco beberrão. Agora, com o lançamento da versão híbrida Flex, o sedã japonês faz o tanque de combustível render ainda mais. Além disso, em sua 12ª geração, o Corolla foi totalmente remodelado, desde a sua estrutura, componentes eletrônicos, chassi, acabamento, itens de série e motor. A repaginada radical rejuvenesceu o sedã. Mais arrojado e agressivo, o novo Corolla tem uma visual futurista com elementos que lembram o seu ‘irmão’ Prius. O sedã ficou mais baixo e encorpado do que seu antecessor, acentuando a esportividade. Na dianteira, os faróis em filete chamam a atenção e criam um efeito ótico diferenciado. Do lado de dentro, destaque para a central multimídia Toyota Play que traz tela de oito polegadas, mais intuitiva e com boa resolução, rádio AM/FM, função MP3, entradas USB, Bluetooth, conexão para smartphones e tablets com Android Auto e Apple CarPlay e espelhamento da tela do celular por meio do Mirror Link. Para completar, o acabamento interno tem imitação de couro no painel (com costuras de verdade) e portas dianteiras macias ao toque. Entre os itens de série, o Corolla híbrido traz seis airbags, câmera de ré, controle de cruzeiro adaptativo, farol alto automático, assistente de permanência em faixa — que faz leves correções no volante —, frenagem automática de emergência com alerta de colisão, controle de tração e estabilidade. O pacote opcional Premium inclui ar-condicionado automático de duas zonas, espelhos retrovisores externos elétricos e retráteis, teto solar elétrico, limpador do para-brisa com sensor de chuva e lanternas traseiras em led. Motor híbrido Flex é pioneiro no mundo Pioneira no mundo a versão híbrida Flex do Corolla é equipada com motor 1.8 à combustão de 101 cv no etanol e 98 cv na gasolina, com 14,5 kgfm de torque (força) em ambos combustíveis, combinado a um motor elétrico de 72 cv e 16 kgf/m de torque. Ambos motores são atrelados a uma transmissão automática CVT e aos freios regenerativos, que carregam a bateria níquel-hidreto metálico. Ao conduzirmos o sedã no modo Eco (cambiável através do computador de bordo), o Corolla Hybrid chegou a marcar 12.1 km/l no etanol. Quando trocamos para modo normal, a média baixou para 11,5 km/l, sempre com um desempenho linear. Já no modo Power, apesar do ronco esportivo que sugere um consumo acima da média, o Corolla chegou a marcar 10,7 km/l. É bom destacar que nas três situações o carro estava abastecido exclusivamente com etanol. Ao volante, a direção elétrica progressiva que possui regulagem de altura e profundidade. se adapta bem aos diversos níveis de velocidade e, ao mesmo tempo, o ajuste de posicionamento para o condutor pode ser feito por meio de comandos elétricos nos banco. Quem nunca dirigiu um carro híbrido certamente vai estranhar no começo: nesses modelos assim que se dá a partida, a movimentação é feita prioritariamente pelo motor elétrico, ou seja, o carro começa a rodar em silêncio absoluto. Se o motorista pisar forte no acelerador, o nível de carga da bateria estiver baixo o motor a combustão ‘acorda’ e passa a ajudar no fornecimento de força. A versão híbrida do Toyota Corolla já responde por 40% da produção do modelo no Brasil, como informa o presidente da marca, o peruano Rafael Chang. O preço parte de R$ 128.990 atualmente (versão Altis Hybrid). Na versão topo de linha, Altis Hybrid Premium, chega a R$ 135.990.