Guardas agora ficam desarmados fora do expediente; entorpecente estava em base

Trinta guardas trabalham na base 6, no Padre Manuel da Nóbrega ( Gustavo Tilio/Especial para a AAN)
Guardas municipais da base 6, no bairro Padre Manoel da Nóbrega, em Campinas, estão proibidos de portarem suas armas fora do horário de expediente. Uma ordem foi expedida no início deste mês pela corregedoria da corporação depois que uma quantia de entorpecentes teria sido encontrada na base, segundo apurou a reportagem. A Prefeitura informou que não poderá se manifestar sobre o assunto “por se tratar de uma medida administrativa sigilosa”, mas afirmou que uma sindicância foi instaurada, no entanto, não confirmou o motivo da investigação. Apenas que os guardas não estão trabalhando desarmados, mas somente que os revólveres são devolvidos ao fim do expediente.Alguns guardas municipais também já foram ouvidos pela sindicância e retomaram o porte de arma. Mas, segundo a Prefeitura, cerca de dez profissionais ainda estão sob cautela diária. Aproximadamente 30 GMs trabalham na base 6. ReuniãoRepresentantes do Sindicato dos Trabalhadores Públicos Municipais de Campinas (STMC) se reúnem nesta sexta (26) com o secretário de Recursos Humanos, Marionaldo Maciel. Eles devem tratar mais uma vez da reivindicação pelo aumento do adicional de risco pago aos profissionais. Uma reunião já ocorreu na semana passada, mas não houve acordo. O diretor sindical Lourivam Valeriano de Souza não descarta a possibilidade de os guardas cruzarem os braços caso não haja um acordo, mas afirma que qualquer decisão será tomada para discussões com o governo. A Prefeitura paga hoje 25% de adicional de risco de vida sobre o valor do salário-base de cada agente, o que varia de R$ 489,22 a R$ 883,00, de acordo com a classe que ocupa. Eles querem reajuste do benefício para 30% e que ele seja calculado com base no salário do inspetor, o que elevaria o adicional de todos os funcionários para R$ 1.060,21. A Prefeitura oferece os 30%, mas não aceita mudar a forma de cálculo.