A semana deve ser decisiva para o xadrez eleitoral de Campinas pra definir o nome do candidato a prefeito
A semana deve ser decisiva para o xadrez eleitoral de Campinas. O PT prometeu definir na segunda quinzena deste mês o candidato a prefeito de Campinas. O nome do economista Marcio Pochmann é praticamente certo e só falta ser oficializado como candidato petista. A maior incerteza é sobre a coligação petista. Tradicionais aliados, como o PSOL e PCdoB, têm outros planos. O primeiro terá candidatura própria, e o segundo faz parte da base de Jonas. Resta o PDT, que ainda não definiu o que fazer. Aposta de risco Aliás, o PDT não descarta lançar o prefeito cassado Hélio de Oliveira Santos na disputa. O próprio Hélio afirmou na semana passada, após deixar audiência na 3ª Vara Criminal que “diretório do PDT é que vai decidir”. O prefeito cassado está inelegível por oito anos, mas aposta que poderá reverter a decisão na Justiça. Outra possibilidade é se candidatar e se não conseguir a liberação ser substituído por outro nome antes da eleição. FRASE "Jamais permiti que preferências pessoais ou partidárias se homiziassem nas atividades profissionais". - Do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, sobre as críticas de centralizar investigações a políticos de grupos específicos. Disputa acirrada Além de Jonas, que tentará a reeleição, outros nomes certos na disputa para a Prefeitura de Campinas são da ex-vereadora Marcela Moreira (PSOL) e do vereador Artur Orsi (PSD). O deputado estadual Feliciano Nahimy Filho (PSC) também poderá concorrer a cadeira do Palácio dos Jequitibás, mas até agora ele não declarou oficialmente sua intenção. Vai? Tem também o ex-prefeito Pedro Serafim (PRB). Ele declarou que não será candidato por causa de sua família, mas seu nome nas urnas ainda não foi totalmente descartado pela sigla a qual passou a pertencer recentemente. Unidos Jonas, no entanto, continua numa posição confortável. Líderes do PSDB descartam qualquer tipo de ruptura e a única pendência até agora é se o candidato a vice será mesmo Henrique Magalhães Teixeira. Tem vereador de “olho grande” na vaga e que não tem medido esforços para convencer Jonas. Muito Bom O desempenho de Henrique é elogiado no Palácio dos Jequitibás. O tucano não tentou a aparecer mais do que o prefeito nos últimos quatro anos e nem trabalhou somente em causa própria. Para o grupo de Jonas, ele continua sendo o vice ideal. Parte dos tucanos também acha isso. O problema é que alguns integrantes da legenda já estão de olho em 2020, na candidatura ao cargo de prefeito e acham que o posto de vice pode ser ideal para alavancar a futura candidatura. Palanque A menos de quatro meses para os eleitores irem às urnas, o clima eleitoral também já tomou conta da Câmara. A briga para o uso do microfone nas sessões está cada dez maior. Vereadores utilizam a tribuna com frequência para exaltar as ações realizadas em seus redutos eleitorais e ficar em evidência. Elogiam a atual administração e praticamente pedem votos. Até agora a Câmara não publicou as regras para a campanha dentro do prédio do Legislativo. COLABOROU BUNO BACCHETTI/AAN Crises Campinas não é a única cidade da região com dificuldades para entrar em acordo para o reajuste dos servidores municipais. A última proposta, de pouco mais de 9% de aumento em três vezes, foi rejeitada. A situação é pior em Sumaré, onde a Prefeitura informou que não tem condições de oferecer nenhum reajuste. Para piorar, os servidores estão recebendo o salário parcelado. Em Americana, o sindicato dos servidores marcou uma assembleia para a próxima semana e uma das pautas é a aprovação da greve.