
Bienal que ocorreria entre setembro e dezembro foi adiada para 2021 (Divulgação)
A 34ª edição da Bienal de Arte de São Paulo foi adiada para 2021 por causa da pandemia do novo coronavírus e voltará a ser realizada em anos ímpares. O evento será realizado entre 4 de setembro e 5 de dezembro. O anúncio foi realizado em entrevista coletiva à imprensa realizada digitalmente. "Precisaríamos começar a montagem agora e estaríamos colocando em risco nossos colaboradores. As interrupções de viagens internacionais também dificultam trazer as obras que gostaríamos de expor e prejudicariam o turismo doméstico e internacional. Então, não conseguiríamos atingir nosso objetivo", afirmou José Olympio Pereira, presidente da Fundação Bienal de São Paulo. "Tudo o que está acontecendo certamente fará com que as obras sejam vistas de outra maneira", disse o curador Jacopo Visconti, que afirmou que pretende pensar a mostra como um poema que vai se fazendo aos poucos. A 34ª edição da Bienal seria originalmente realizada em parceria com 25 instituições e espaços expositivos de São Paulo, e agora o plano é que as exposições sejam remanejadas. A ideia era promover exposições individuais e performances no pavilhão da Bienal, expandindo os eventos para galerias e museus. Visconti ainda falou sobre alguns artistas, como Adriana Alonso, Morandi e Beatriz Santiago Munhoz, que lidam com o tema do confinamento em suas obras, que teriam um destaque na nova formatação da mostra. O slogan da 34ª Bienal será Faz escuro, mas eu canto (título inspirado na obra do poeta amazonense Thiago de Mello), em referência ao momento vivido no mundo inteiro.