Filme acompanha oficinas realizadas em duas escolas estaduais e revela como a arte transforma o ambiente educacional e a vida dos alunos

As imagens retratam o entusiasmo dos estudantes ao transformar muros em espaços de criação e diálogo (Divulgação)
A força do Graffiti como ferramenta de educação, pertencimento e transformação social é o tema do documentário “Graffiti nas Escolas”, que será exibido hoje (12), às 19h30, no Museu da Imagem e do Som de Campinas (MIS). Com entrada gratuita e classificação livre, o curta de 15 minutos apresenta os resultados de um projeto desenvolvido ao longo de seis meses em duas escolas estaduais da cidade.
Dirigido por Felipe Valério Reis da Silva, conhecido artisticamente como Garça, o filme acompanha as atividades realizadas na Escola Estadual Maria Helena e na Escola Estadual Ruy Rodriguez, onde estudantes tiveram contato com a história do Graffiti, aulas teóricas e oficinas práticas de pintura.
Mais do que registrar a produção de murais coloridos, o documentário destaca as mudanças provocadas pela arte no cotidiano escolar. Ao longo do processo, crianças, educadores e familiares compartilham experiências e descobertas, revelando como o Graffiti pode estimular a criatividade, fortalecer a autoestima e ampliar o sentimento de pertencimento à escola e à comunidade.
A obra mostra o desenvolvimento artístico dos alunos e o amadurecimento de cada participante, construindo uma narrativa sensível sobre expressão individual e coletiva. As imagens retratam o entusiasmo dos estudantes ao transformar os muros das escolas em espaços de criação e diálogo.
O projeto foi idealizado por Tomaz Martins da Silva, o Teze; Ewerton Rodrigues de Melo, conhecido como Epifania, e o próprio Felipe Valério Reis da Silva, o Garça. Artistas atuantes na cena urbana de Campinas, eles uniram suas experiências para aproximar a cultura do Graffiti do ambiente educacional.
Historicamente associado às ruas e à ocupação do espaço público, o Graffiti ganha no documentário uma nova dimensão: a de instrumento pedagógico. Ao entrar na escola, a arte urbana promove reflexões sobre identidade, cidadania e convivência, ao mesmo tempo em que oferece aos jovens novas formas de expressão.
A exibição integra a programação de cineclubes e ciclos do MIS Campinas, espaço que há décadas valoriza a produção audiovisual brasileira e iniciativas culturais independentes.
Siga o perfil do Correio Popular no Instagram