'Solo, Mas Não Só'

Mostra apresenta solos, sarau, curso e debate

Três artistas se uniram para criar novos encontros no espaço da virtualidade durante o período de isolamento social

Da Agência Anhanguera
01/07/2020 às 10:23.
Atualizado em 28/03/2022 às 23:32
Erika Cunha, do Grupo Matula Teatro, apresenta seu solo 'Exilius', sobre a realidade dos povos exilados (Divulgação / Maycon Soldan)

Erika Cunha, do Grupo Matula Teatro, apresenta seu solo 'Exilius', sobre a realidade dos povos exilados (Divulgação / Maycon Soldan)

Durante sete dias uma mostra virtual exibe programação com três espetáculos solos, sarau, curso, debate e evento especial de encerramento com textos enviados por escritores, poetas e dramaturgos no decorrer da semana. Três artistas resolveram se unir com o objetivo de se provocarem artisticamente e, com isso, criarem novos encontros no espaço da virtualidade durante o período de isolamento social. O resultado dessa união entre Cynthia Margareth, da Aflorar Cultura; Erika Cunha, do Grupo Matula Teatro e do artista independente Ademir Apparício é a Mostra Solo, Mas Não Só, que será realizada de 2 a 8 de julho, em ambiente virtual. Cada um dos artistas, que nesse período assessoraram os ensaios uns dos outros, apresenta um solo diferente, mas todos transitam pelo mesmo tema, a memória. O monólogo 4, 5, 4, 3... Um Passo por Vez, de Cynthia Margareth, tem orientação e roteiro das atrizes Ana Cristina Colla e Raquel Scotti Hirson, do Lume Teatro e tem apresentações dias 2, 5 e 7 de julho, quinta e terça-feira às 20h e domingo às 18h. Já o espetáculo Histórias que Minha Avó Contava, de Ademir Apparício, é baseado nas histórias de vida da avó do ator e ocorre dias 3, 5 e 7 de julho, sexta e terça-feira às 20h, e domingo às 16h. Erika Cunha apresenta nos dias 4 e 5 de julho, sábado e domingo às 20h, o solo Exilius, e traz para a cena a sua experiência em encontrar a realidade de um povo exilado. Para a equipe organizadora, a ideia de realizar a Mostra Solo, Mas Não Só contribui para novas maneiras de agir e pensar a cultura no cenário atual, já que o movimento que a faz criar mesmo dentro de casa mira o futuro. “Se o terreno da virtualidade é o nosso novo campo – não de batalhas, mas de realizações –, decidimos nos unir, já que seguimos acreditando na potência dos encontros. Nosso desejo é que a cada bimestre uma nova mostra aconteça”, adianta Cynthia Margareth. Em 4543...Um Passso de Cada Vez, de casa, no abismo de experimentar o fazer on-line, Cynthia se desmonta em camadas, dando a ver a origem de seus procedimentos como produtora; enquanto se desnuda simbolicamente, revela que seu ofício está profundamente ancorado na menina que foi, na mãe que é, na mulher que se lança. Seu fazer se baseia na sua capacidade de articulação de pessoas, ideias, sonhos e experiências vividas, que se transformam em saber, método e ação. Mas também e muito na crença de que a vida deve ser celebrada e vivida a cada conquista, a cada aniversário, a cada engano, na intensidade e na confiança da queda. No encontro solo de Apparício, o público ouve as lembranças de uma avó que contava para o neto suas histórias, que vão desde a infância até os dias atuais, passando pelo seu casamento, seus trabalhos, suas relações familiares e sociais de como eram naquela época, traumas, frustrações, alegrias, sonhos e até uma pitada de mistério. Em Exilius, uma mulher conta histórias em que, como nos tradicionais contos das mil e uma noites, fantasia e realidade se entrelaçam nas histórias compartilhadas com o público. A história de um povo, a trajetória de uma mulher, a experiência da atriz que ultrapassou barreiras geográficas para encontrar a realidade de um povo exilado – o povo saharaui, expulso de seu território no Sahara Ocidental e confinado por um muro construído pelos invasores para impedir que retornassem às suas terras - são os elementos que compõe a dramaturgia de Exilius, desvelando a tênue fronteira entre memória e ficção, entre desamparo e esperança, entre o sofrimento do corpo e o desejo de lutar por um novo mundo. Além dos espetáculos a Mostra traz em sua programação debate, curso, sarau e um experimento de encerramento. No dia 3, às 18h, ocorre o Sarau Canto e Encanto, que reunirá artistas de diferentes cidades do Brasil; e no dia 6, às 17h, Cynthia Margareth comanda o debate Papos de Produção, sobre os diversos assuntos relacionados a produção cultural. O curso Jogos Criativos como estratégia para produção cultural em meio ao caos será realizado dia 8, das 14h às 18h, e tem como foco a criação e gestão cultural em épocas de incertezas e instabilidades. A Mostra chega ao fim com o evento especial Escritas no Ar – Para não deixar um texto solitário, dia 8, às 20h. Com curadoria de Erika Cunha, escritores, poetas, dramaturgos e afins poderão enviar seus textos durante a mostra para que no final os três artistas realizem uma performance com os textos selecionados. Mais detalhes e programação completa no https://www.sympla.com.br/solomasnaoso. AGENDE-SE O quê:  4, 5, 4, 3... Um Passo Por Vez* Quando: Dias 2, 5 e 7/7, quinta e terça às 20h, domingo às 18h, na plataforma Zoom O quê:  Histórias que Minha Avó Contava* Quando: Dias 3, 5 e 7 de julho, sexta e terça às 20h, domingo às 16h, na plataforma Zoom O quê:  Exilius* Quando: Dias 4 e 5 de julho, às 20h, na plataforma Zoom Quanto: De R$ 12,00 a R$ 36,00 pelo sympla.com.br.

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