ricardo pereira

Personagens de época são comuns para o ator

O ator, que interpreta o desquitado Almeida em Éramos Seis, vem praticamente emendando trabalhos no gênero desde 2013

Da TV Press
17/11/2019 às 15:13.
Atualizado em 30/03/2022 às 09:57

Pode-se dizer que os personagens de época viraram uma constante no trabalho de Ricardo Pereira. O ator, que interpreta o desquitado Almeida em Éramos Seis, vem praticamente emendando trabalhos no gênero desde 2013, quando integrou o elenco de outra novela das 18h da Globo, Joia Rara. “Eu até brinco que, se meu próximo trabalho for muito contemporâneo, já não saberei fazer. Acho que teve A Regra do Jogo no meio, mas foram muitos trabalhos de época em um curto período de tempo”, reconhece. Os conflitos dos personagens, no entanto, têm sempre mudado. Desta vez, é justamente o fato de ter se separado da primeira mulher a principal questão do vendedor de tecidos. Afinal, o divórcio no Brasil só foi legalizado em 1977 e a trama se encontra agora nos anos 1930. Na história, Almeida é apaixonado por Clotilde, papel de Simone Spoladore, irmã de Lola, vivida por Gloria Pires. Sua amada, no entanto, não aceitou o fato de ele não poder se casar com ela. “A sociedade nos impõe algumas regras e olhares críticos demais. Acho que temos de fazer as nossas escolhas, porque só temos uma vida. Precisamos entender o que é melhor para nós, sem aquela preocupação com o que os outros pensam”, defende. Recentemente, surgiram rumores de que Ricardo Pereira estava planejando a mudança de sua família para Portugal. O ator, no entanto, tratou de desmentir os boatos, explicando que tudo não passou de uma confusão por conta de um trabalho, o de garoto-propaganda de um empreendimento imobiliário por lá. “Nós moramos no Brasil, a nossa residência é aqui. Meus três filhos são brasileiros e vamos ficar. Continuo trabalhando bastante na minha terra, só que mais em cinema e apresentando eventos”, garante ele. Além da ampla oferta de trabalho que encontrou no Brasil, há outros fatores que favorecem a decisão de Ricardo de se estabelecer por aqui. A começar pela facilidade que Francisca, sua mulher, tem para trabalhar à distância. “Ela é designer de moda, fica mais fácil uma mudança assim, pois pode desenhar daqui para lá”, defende. Além disso, os avanços tecnológicos também contribuem nesse processo. “Quando vim, até para matar a saudade da família era mais complicado. Hoje, não usamos mais o telefone fixo, é tudo por chamada de vídeo.” Até os compromissos profissionais, dos mais longos aos mais rápidos, são cumpridos sem grandes obstáculos. “A quantidade de voos para Portugal aumentou. Consigo sair daqui e chegar lá para fazer uma capa de revista, terminar e voltar”, exemplifica. O ideal de família planejado por Ricardo e Francisca se assemelha em um aspecto à família de Lola, personagem principal de Éramos Seis. Assim como a generosa dona de casa e o marido dela, Júlio, o casal também deseja ter quatro filhos. Três já vieram: Vicente nasceu em 22 de novembro de 2011, Francisca chegou em 29 de outubro de 2013 e a caçula Julieta veio ao mundo em 1º de setembro de 2017. “A gente sempre falou em ter quatro. Fomos dando um tempo, porque educar exige presença, cuidado e dedicação e não abrimos mão disso”, explica, mencionando que mais um herdeiro pode chegar no futuro. Sobre o futuro das crianças, Ricardo se mostra bem aberto. Quer que eles aproveitem bem a infância e, quando chegar a hora certa, decidam que rumo pretendem tomar. Francisca, a filha do meio, parece gostar da rotina famosa que o pai leva. “Ela é muito engraçada. Às vezes, fazemos algumas coisas pontuais de trabalho juntos e ela já tem um estilo muito dela. Se deixar sozinha, já mostra uma atitude e é bom ver isso. Mas acho que cada coisa tem o seu tempo”, diz.

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