Montagem “Rio que Passa Lá” será apresentada domingo (17), no Centro de Convivência, dentro do Festival Artes pela Paz

Entre as histórias está a lenda do “Tesouro de Salto”, que propõe uma reflexão sobre a água como patrimônio essencial à vida (Divulgação/Último Tipo)
O Grupo Último Tipo apresenta domingo (17), às 15h, o espetáculo “Rio que Passa Lá” dentro da programação do Festival Artes Pela Paz. Com classificação livre e voltada para toda a família, a montagem utiliza teatro, música ao vivo e manifestações da cultura popular paulista para abordar, de forma poética e bem-humorada, a importância da preservação da água e do meio ambiente.
A história parte de uma pergunta instigante: e se o Rio Tietê pudesse falar? Em cena, o rio surge como um viajante que percorre o interior paulista, compartilhando memórias, lendas e relatos das cidades banhadas por suas águas. Ao longo do percurso, revela diferentes fases de sua trajetória: ora vigoroso e cheio de vida, ora adoecido pela poluição e pelo desmatamento.
Entre as histórias apresentadas está a lenda do “Tesouro de Salto”, que inspira uma reflexão sobre o verdadeiro valor da água como patrimônio essencial à vida. Em diálogo com personagens simbólicos, como uma indígena, o Tietê alerta para os impactos ambientais do presente e aponta caminhos de cuidado e transformação.
A trilha sonora, composta especialmente para o espetáculo e executada ao vivo pelos atores, incorpora ritmos e expressões tradicionais da cultura paulista, como samba-lenço, catira, cururu e moda de viola, além de outras influências da música brasileira. Cenários, figurinos e objetos cênicos confeccionados com materiais reciclados reforçam o compromisso do grupo com a sustentabilidade.
Idealizado pelo Instituto Casa Comum, o Festival Artes Pela Paz segue até 25 de junho, no Centro de Convivência Cultural de Campinas, reunindo apresentações artísticas, oficinas e encontros que propõem reflexões sobre convivência, diversidade e cultura de paz (confira programação).
“A arte é o instrumento de diálogo, porque, de todas as habilidades humanas, é aquela que ativa todas as inteligências, não só a racional, mas também as inteligências do sensorial e da percepção. Pela arte, a gente consegue falar sem dizer uma única palavra. Por isso mesmo, o festival reúne um conjunto de linguagens”, afirma Célio Turino, idealizador do Festival.
OFICINAS
Além dos espetáculos, o festival oferece atividades formativas gratuitas. Entre elas está a oficina Grafismos e Pigmentos Indígenas do Rio Negro, que acontece neste sábado (16), das 10h às 14h, no Centro de Convivência. As vagas são limitadas e as inscrições podem ser feitas pelo Instagram oficial do evento.
PROGRAME-SE
Espetáculo: Rio que Passa Lá, com o Grupo Último Tipo
Quando: 17 de maio (domingo), às 15h
Onde: Centro de Convivência Cultural de Campinas, Cambuí, Campinas
Entrada Gratuita
Informações: ultimotipo.com.br e institutocasacomum.org/festival-artes-pela-paz
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