Técnico Tarcísio Pugliese acredita que manutenção da base ajudará a voltar do Sul com um resultado positivo
Se nenhuma surpresa de última hora acontecer, o Guarani que enfrenta o Caxias, neste sábado (06), no Estádio Centenário, será o mesmo que disputou e venceu a última partida da Série C, diante do Mogi Mirim, há cerca de um mês. E a aposta do técnico Tarcísio Pugliese é justamente na manutenção da base e no entrosamento que o time adquiriu durante esse recesso para poder arrancar um bom resultado no Sul.
Durante o período de pausa para a Copa das Confederações — salvo raras exceções —, a equipe titular teve Juliano; Jefferson Feijão, Julio Cesar, Paulão e Rodolfo Testoni; Edmilson, Simião, Ewerton Maradona, Romarinho e Rossini; Nena. Com mais tempo jogando junto, a expectativa é de que o time evolua. “É natural que em alguns momentos tenhamos uma ou outra alteração, mas o importante é que possamos manter a base. Os atletas vão se conhecendo, ficando mais à vontade e isso facilita”, afirma o treinador.
Para os jogadores, a sequência e a repetição também são positivas. “Quando você treina muito junto, consegue entender mais o companheiro. Dou o exemplo meu e do Rossini. Lá pelo nosso lado conseguimos nos entender bem. Em algumas situações, quando estou com a bola, basta um gesto dele para saber o que fazer. Creio que para outros isso também facilitou”, diz Simião.
“O nosso entrosamento está cada vez melhor e cada vez fica mais fácil jogar junto num time que se conhece. Só no olhar, já sabemos o que fazer em campo. Isso também é importante para os jovens, como o Romarinho, que se aperfeiçoou bastante no esquema da equipe”, completa o atacante Nena.
PREOCUPAÇÃO
Na quinta-feira (04), Tarcísio Pugliese treinou exaustivamente a bola aérea defensiva. Isso porque essa é a principal arma do Caxias. Dos três gols que a equipe gaúcha marcou na Série C, dois foram utilizando esse tipo de jogada. Para evitar dar pistas ao adversário, o treinador pediu que as jogadas não fossem filmadas. O time reserva alçava bolas na área em escanteios e faltas laterais, enquanto até oito jogadores do time titular se posicionavam na grande área para cortar os cruzamentos.
“Fizemos algumas mudanças na forma de marcar a bola parada e isso até gerou uma pequena dificuldade no começo, mas conseguimos acertar. Gostei bastante do treinamento que fizemos, senti que houve uma evolução bastante grande. A bola parada do Caxias geralmente é no primeiro pau ou no meio da pequena área e precisávamos corrigir isso”, explicou Tarcísio Pugliese.