
Dentro da zona de rebaixamento, com apenas um ponto ganho em nove disputados, Bugre segue com dificuldades (Donaldo Hadlich / Especial para Guarani FC)
O Guarani segue sem vencer na Série B do Campeonato Brasileiro. Jogando pela primeira vez na Arena do Grêmio, em Porto Alegre, o Alviverde teve bons momentos, porém voltou a sofrer consequências por erros cruciais na derrota pelo placar de 3 a 1 em duelo realizado na última quinta-feira.
Ainda em busca da primeira vitória no campeonato nacional, o técnico Daniel Paulista teve menos de uma semana para preparar a equipe frente o Grêmio, um dos fortes candidatos não só ao acesso, mas também ao título.
Dentro da zona de rebaixamento, com apenas um ponto ganho em nove disputados até aqui, o time campineiro segue diante de dificuldades que vem tendo desde o início da temporada - como, por exemplo, de gols sofridos em falhas do sistema defensivo.
“Eu acho que o sentimento que a gente tem é de indignação, de frustração ou talvez não seja em duas palavras que demonstrem a nossa sensação pela partida da maneira pela qual ela foi conduzida. Um primeiro tempo onde nós fizemos uma grande apresentação, buscamos o empate e poderíamos ter alcançado a vitória dentro da primeira etapa. No segundo tempo as coisas tinham se equilibrado bem, o Grêmio teve boas oportunidades da mesma forma que nós também tivemos na parte final”, analisou o comandante, em coletiva de imprensa.
“Foi um jogo bem jogado, onde as equipes procuraram fazer o seu melhor, as suas táticas e o que acabou sendo decisivo em momentos de extrema definição das jogadas, tomamos um gol com menos de um minuto, o segundo gol faltando pouco pra acabar os 45 minutos iniciais”, completou.
O professor Bugrino detalhou as estratégias usadas pelos times. Para ele, o fator preponderante para mais um tropeço do Bugre foi não saber concluir com efetividade as oportunidades recebidas.
“São instantes extremamente decisivos dentro do confronto, que deu uma tranquilidade ao adversário dentro da sua casa, onde já estava ocorrendo uma pressão do seu torcedor por resultados, mas a gente não soube aproveitar e traduzir isso em chances mais claras, ter mais tranquilidade para conclusão das jogadas e desperdiçamos várias”, pontuou.
Com duas novidades em relação ao embate contra o Sport, Daniel escalou o zagueiro Derlan para ser o companheiro de João Victor, uma vez que Ronaldo Alves estava vetado pelo departamento médico, e Lucão de Break retornou ao sistema ofensivo na vaga de Nicolas Careca.
Paulista aproveitou para comentar sobre a atuação de Diego Souza. Aos 36 anos, o centroavante voltou a jogar depois de se recuperar de lesão muscular e, com três gols marcados, comandou a vitória do Tricolor Gaúcho.
"Eu não preciso aqui ficar enaltecendo o Diego. É um atleta que eu tive o prazer de trabalhar com ele por vários anos dentro da Ilha do Retiro e hoje, mais uma vez, ele demonstrou o seu potencial e o poder de definição. Se sobrar uma bola, dificilmente ele perde, seja com ela no pé ou pelo jogo aéreo. É extremamente decisivo”, disse.
Outro assunto abordado foi a polêmica frase que proferiu o vice-presidente de futebol gremista, Dênis Abrahão, antes do jogo. Na ocasião, o diretor confundiu o Guarani com o Palmeiras e demonstrou ‘alívio’ ao corrigir.
“Penso que é uma declaração no mínimo infeliz e que deveria pelo menos ter tido um pedido de desculpas dele, mas eu não vi. O que eu fiquei sabendo foi o presidente (Romildo Bolzan) tentando se retratar, o que é válido, mas a própria pessoa infelizmente nem procurou se redimir pelo ocorrido”, justificou Daniel Paulista.
“É triste, mancha o futebol brasileiro, nós, profissionais da área e que vivemos disso, tentamos sempre fazer um esporte mais limpo. Cada um tem que defender as cores das suas equipes e eu no caso, como como treinador do Guarani, farei isso sempre”, finalizou.