
O maior título da história do Guarani, o Brasileiro de 1978, foi conquistado diante do Palmeiras (Raphael Silvestre\Guarani FC)
Guarani e Palmeiras fazem amanhã o jogo de número 192 do confronto. O Verdão é o segundo adversário que o Bugre mais enfrentou em sua história, ficando atrás apenas da Ponte Preta. Trata-se de um duelo carregado de tradição e que volta a ser decisivo depois de 14 anos. O time de Campinas entra em campo em busca da classificação às quartas de final do Campeonato Paulista, enquanto o Palestra já está com a vaga garantida.
A última vez que ambos se enfrentaram em um confronto eliminatório foi em 22 de abril de 2012, no Brinco de Ouro, pelas quartas de final do Paulistão. Na ocasião, o Guarani venceu por 3 a 2, com dois gols do atacante Fabinho e um gol olímpico de Fumagalli. Marcos Assunção e Henrique marcaram para os visitantes. Com o resultado, o Bugre avançou à semifinal, quando eliminou a Ponte Preta e garantiu vaga na decisão. Na disputa pelo título, ficou com o vice-campeonato ao perder os dois jogos para o Santos de Neymar, realizados no Morumbi, por 3 a 0 e 4 a 2.
A vitória de 14 anos atrás foi a última do Guarani sobre o Palmeiras em jogos oficiais. Desde então, as equipes se enfrentaram seis vezes, com cinco triunfos palmeirenses e um empate. No período há ainda uma vitória por 2 a 1 do Bugre, no Brinco, mas em amistoso. No encontro do ano passado, válido pelo Paulistão, o Verdão goleou por 4 a 1 em Campinas. No retrospecto geral, o Bugre soma 43 vitórias, o Palmeiras tem 100 e ocorreram 48 empates.
HISTÓRIA
O primeiro encontro aconteceu em 12 de novembro de 1916. O placar registrou empate por 0 a 0 em amistoso com mando do Guarani. Nos 11 confrontos iniciais da história, o Bugre passou sem vencer e só conseguiu superar o adversário pela primeira vez em 10 de agosto de 1930, quando ganhou por 2 a 1, em Campinas, pelo Campeonato Paulista. Na época, o rival ainda se chamava Palestra Itália, denominação alterada para Palmeiras durante a Segunda Guerra Mundial, nos anos 1940.
Até meados da década de 1970, era rara uma vitória do Guarani. Com equipes fortes, entre elas a que formou a primeira Academia na década de 1960 e que conseguiu fazer frente ao Santos de Pelé, o Palmeiras era um adversário difícil de ser batido. O cenário começou a mudar a partir de 1977, quando as equipes de Campinas se fortaleceram e passaram a enfrentar os grandes da capital em condições mais equilibradas.
Entre 1977 e 1979, o Guarani ficou nove jogos seguidos sem perder para o Palmeiras. O retrospecto no período foi de seis vitórias, cinco delas consecutivas, além de três empates. Consta nesse intervalo a final do Campeonato Brasileiro de 1978. Com vitória por 1 a 0 no Morumbi e novo triunfo no Brinco de Ouro, o Bugre conquistou diante do rival o maior título de sua história.
Outro longo período sem vitórias do Palmeiras no confronto ocorreu entre 1984 e 1989, quando ficou dez jogos sem ganhar do Guarani. O histórico, no entanto, aponta um grande número de empates: foram sete igualdades no placar contra três vitórias da equipe campineira.
Os anos 1990 também reservaram confrontos memoráveis, como o disputado em 18 de novembro de 1992, pela segunda fase do Paulista, no Brinco, com show do então jovem Edilson. Em início de carreira, o atacante que depois ficaria conhecido como Capetinha foi decisivo para a goleada bugrina por 5 a 2. Além de marcar dois gols, infernizou a defesa adversária. Edu Lima também anotou dois e ainda chutou um pênalti no travessão. O lateral-direito Gustavo completou o marcador, enquanto Evair e Toninho descontaram.
Já no Campeonato Paulista de 1997, o Guarani empatava por 2 a 2 com o Palmeiras de Cafu, Djalminha e Luizão até os 39 minutos do segundo tempo, quando o zagueiro bugrino Leonardo marcou contra. O placar de 3 a 2 para os visitantes no Brinco parecia definitivo, mas aos 46, em cobrança de escanteio, o goleiro Hiran foi à área e, de cabeça, fechou o marcador em 3 a 3, evitando a derrota do Bugre em uma das partidas mais emblemáticas do confronto.
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