CRISE NA PONTE

O clima ainda é tenso no Majestoso

Um dia após o rebaixamento do time e os episódios de violência da torcida, clube avalia os prejuízos

Paulo Santana
27/11/2017 às 22:57.
Atualizado em 22/04/2022 às 18:13
Polícia Militar teve que entrar em ação para conter a invasão de campo no domingo: quatro torcedores foram detidos e, em seguida, liberados r
 (Carlos Sousa Ramos/AAN)

Polícia Militar teve que entrar em ação para conter a invasão de campo no domingo: quatro torcedores foram detidos e, em seguida, liberados r (Carlos Sousa Ramos/AAN)

Um dia depois da Ponte Preta ter seu rebaixamento confirmado para a Série B e da enorme confusão gerada pela derrota, de virada, por 3 a 2, para o Vitória, o clima nesta segunda-feira (27) no Estádio Moisés Lucarelli ainda estava tenso. A eleição que ratificaria a continuidade do grupo liderado pelo presidente de honra Sergio Carnielli no comando do clube, foi adiada para sexta-feira por suposta irregularidade na formação da chapa “Sempre Ponte Preta”. A diretoria da Macaca reforçou o esquema de segurança e começou a avaliar o tamanho do prejuízo. Os jogadores ganharam dois dias de folga e voltam aos treinos somente nesta quarta-feira (29) à tarde. Na primeira avaliação dos estragos provocados pelos invasores do gramado, o que se viu foram vidros do Salão Nobre quebrados, parte das muretas das arquibancadas destruída e que se transformou em pedras atiradas para dentro do campo, as tendas dos portões de entrada danificadas, bem como placas de publicidade arrebentadas. Nesta terça, foram colocados gradis próximos aos portões e a imprensa não teve acesso ao interior do Moisés Lucarelli. Apenas os conselheiros aptos a votarem na eleição que aconteceria ontem puderam entrar no estádio. Quatro torcedores detidos durante a briga foram liberados no domingo à noite. Um deles, que é maior de idade e não teve seu nome divulgado, só assinou um Termo Circustanciado de Ocorrência, quando se trata de crime de menor gravidade. Os outros três, que são menores de idade, foram liberados. Punição A Ponte Preta será denunciada ainda esta semana e o Moisés Lucarelli poderá ser interditado ainda hoje. Certamente, o clube terá pesada punição do STJD porque o julgamento acontecerá com base no artigo 213 do CBJD (Código Brasileiro de Justiça Desportiva): “deixar de tomar providências capazes de prevenir e reprimir desordens em sua praça de desporto e/ou invasão do campo ou local da disputa do evento desportivo”. Assim, a Macaca poderá receber multa que variará de R$100,00 a R$ 100.000,00 e perder de um até 10 mandos de campo. Esta punição pode ser dobrada ou até triplicada, caso o Tribunal considere que possa ter havido mais de um delito. O fato de jogadores saírem correndo do campo para não serem agredidos é um agravante de toda confusão. Com relação aos torcedores ou à torcidas organizadas que entraram no espaço dos jogadores, a punição encontra-se prevista no artigo 41-B do Estatuto do Torcedor: prisão de um a dois anos e multa, que, de acordo com o parágrafo 2º, poderá se tornar pena impeditiva de comparecimento aos estádios de três meses a três anos. O jogo entre Ponte e Vitória foi interrompido aos 36 minutos do segundo tempo, quando o time baiano marcou o gol que deu o resultado de 3 a 2, causando a queda da Macaca para a Série B. Por falta de segurança, a arbitragem encerrou o jogo e o placar será mantido porque mais de 75% da partida havia sido transcorrida. A súmula do jogo foi divulgada nesta terça no site da CBF e está carregada de acusações contra o clube, o zagueiro Rodrigo e também aos torcedores pela invasão.

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