Ainda sem marcar na Série B, Bugre somou o primeiro ponto
Daniel Paulista observa o time contra o Sport Recife; treinador analisa empate no Brinco de forma positiva (Lucas Almeida / Especial para Guarani FC)
Daniel Paulista ficou satisfeito com a postura apresentada em campo pelo Guarani na segunda rodada da Série B do Campeonato Brasileiro no empate sem gols diante do Sport, em duelo realizado no último sábado, no Estádio Brinco de Ouro da Princesa.
O treinador teve aproximadamente uma semana livre de treinos para preparar a equipe após o primeiro confronto. Em meio às novidades no time titular, enalteceu que, apesar de não ter saído com o triunfo, o Bugre buscou mais as oportunidades durante a partida.
“Eu acho que, se a gente for falar do resultado, é claro que o resultado não foi o que a gente esperava, mas eu acho que nós jogamos para ganhar. Teve um bom primeiro tempo e bastante intensidade. Criou as melhores oportunidades. No segundo tempo, o Sport também melhorou no jogo e saiu mais para jogar”, analisou o comandante, em coletiva de imprensa.
“O embate ficou mais aberto, mas, também ao mesmo tempo, mais truncado. Tivemos poucas oportunidades no segundo tempo para ambos os lados. Mesmo assim, se a gente for levar em consideração o duelo como um todo, se tivesse que sair um vencedor, é claro que o Guarani procurou mais a vitória, principalmente pelo primeiro tempo e por tudo que foi criado”, completou.
Dois jogadores fizeram a estreia com a camisa do Alviverde. Leandro Vilela, que veio do Operário e assinou em definitivo até novembro de 2023, além de Bruno José, emprestado pelo Cruzeiro com vínculo vigente até o término da temporada, estiveram à disposição. Tanto o volante quanto o atacante foram substituídos aos 31 minutos da etapa complementar. Daniel analisou o desempenho de cada um.
"Eles foram bem e contribuíram dentro da partida. Eu acho que sentiram um pouco a questão do ritmo do jogo e da intensidade da partida. Eram jogadores que, apesar de estarem treinando, não estavam adaptados ao nosso modelo e ao nosso ritmo. Ambos sentiram isso no segundo tempo. O próprio (Leandro) Vilela pediu substituição”, disse.
Outro assunto abordado pelo professor foi sobre o sistema defensivo, principal ponto de vulnerabilidade e, claro, a ser corrigido pelo Guarani em 2022. Apesar de 21 gols sofridos no ano, diante do Leão o Bugre não foi vazado. Paulista destacou que já enxerga uma melhora nesse quesito e projeta mais solidez na sequência da Série B.
“O sistema, como um todo, de marcação tem funcionado melhor em todos os aspectos: desde o início da marcação lá na frente até chegar aqui próximo ao nosso gol. Isso tem contribuído para que os números melhorem com relação tanto ao ano passado quanto ao próprio início da temporada. Estamos evoluindo nesse sentido, menos gols tomados e menos oportunidades criadas pelos adversários”, justificou.
“Os números estão melhorando defensivamente. Isso é um crescimento. Temos que continuar trabalhando. Se nós conseguirmos melhorar isso, com certeza vamos estar nos aproximando de melhores resultados e as vitórias vão acontecer mais naturalmente, porque criar é sempre mais difícil. Temos demonstrado uma evolução no aspecto de criação”, emendou.
Sem balançar as redes no Brasileiro, há uma certa pressão por parte da torcida em relação à seca de gols presenciada pelo clube campineiro. Depois de duas partidas, o técnico relatou que precisa ter mais atenção e efetividade no último toque.
"O Guarani foi uma equipe que teve organização, ideia e comportamento ofensivo. É lógico que o torcedor, em determinados momentos, fica impaciente, porque quer que a ataque o tempo todo, mas com cautela e paciência no sentido de ter dinâmica de envolver o adversário na troca de passes. São situações que nós trabalhamos dentro dos treinamentos, mas o detalhe da conclusão final tem sido determinante, principalmente contra o Rubro-Negro Pernambucano”, finalizou.