COLOMBIANO

Ponte anuncia Palácios para o setor defensivo

Emprestado pelo Red Bull Bragantino, zagueiro assume a missão de dar consistência à zaga alvinegra na disputa da Série B

Elias Aredes
27/02/2026 às 15:45.
Atualizado em 27/02/2026 às 15:45
Palácios elogiou a estrutura do Majestoso e se disse apaixonado pelo ambiente no clube (Marcos Ribolli)

Palácios elogiou a estrutura do Majestoso e se disse apaixonado pelo ambiente no clube (Marcos Ribolli)

A chegada do colombiano Sérgio Palácios na Ponte Preta faz parte de um esforço da diretoria do clube para reduzir a média de gols sofridos pelo sistema defensivo. O setor registrou alta na última edição do Campeonato Paulista, em que sofreu 14 gols em oito partidas, média de 1,75 gol por jogo. Na conquista da Série C, em 2025, a equipe havia sofrido 22 gols em 27 jogos, com média de 0,81. Isto é, a defesa registrou um aumento de 116% na média de gols sofridos. 

A história recente aponta um fator comum aos três rebaixamentos registrados desde 2022: o sistema defensivo nunca correspondeu às expectativas. No primeiro ano de gestão do atual grupo político, em 2022, a Macaca somou apenas nove pontos no estadual e sofreu 23 gols em 12 duelos, resultando na média de 1,91 por jogo. Já na campanha que culminou com a queda para a Série C, em 2024, a Alvinegra tomou 55 gols em 38 rodadas, média de 1,44. Em contrapartida, assim como na conquista de 2025, o título da Série A-2 de 2023 só foi possível porque a zaga foi sólida e sofreu 16 gols em 21 jogos, terminando com 0,78 por partida. 

Para conquistar a recuperação defensiva, o elenco conta atualmente com os zagueiros Saimon, Pablo, David Braz, Lucas Cunha, Gustavo Almeida, Gustavo Rabelo e Diego Leão. É com o objetivo de reabilitação em mente que Sérgio Palácios desembarcou no Majestoso. Emprestado pelo Red Bull Bragantino, o jogador quer fazer história na Macaca. Segundo ele, é possível desenvolver um bom trabalho no cotidiano e construir uma campanha digna na Série B. 

“Me falaram muito bem sobre a estrutura do time e fiquei feliz, pois meu estilo de jogo é, primeiramente, de força. Gostei muito e estou empolgado com o projeto. Espero fazer o meu trabalho e ajudar o time a subir para a Série A e conquistar o título; é isso que tenho em mente”, disse o zagueiro, que está disposto a auxiliar o companheiro Rodrigo Saravia no processo de adaptação ao Brasil. “No que ele precisar, vou ajudar para que ele entenda a dinâmica aqui. Pela minha experiência no futebol brasileiro, posso contribuir”, afirmou. 

A rápida integração ao país tem explicação: o período de formação no Red Bull Bragantino. Palácios valoriza o aprendizado nas categorias de base e no time sub-23 do Massa Bruta como etapas cruciais de evolução. “Foi um processo importante de adaptação. No sub-23 entendi melhor o que o futebol brasileiro exige de um zagueiro e agora estou aqui para buscar meu espaço”, pontuou o beque, admirador de atletas como Gabriel Magalhães, Marquinhos e Thiago Silva. “Na Colômbia, existem muitos zagueiros que admiro, mas me identifico muito com o estilo de jogo do Lucumí, que atua no Bologna, da Itália”, completou. 

Confiante de que pode auxiliar o trabalho do técnico Rodrigo Santana, o jogador descreveu suas principais características. “Eu sou muito rápido. Nos duelos defensivos sou forte, mas também gosto de sair jogando com a bola no pé”, disse o atleta, que não ignora a necessidade de adotar a virilidade quando o jogo pede. “Acho que isso passa pela inteligência. É preciso saber o momento de bater e o momento de jogar, sempre com responsabilidade. Quando é necessário ser mais firme, a gente é, mas quando dá para jogar, a prioridade é a qualidade”, explicou.

Histórico

A chegada de Sérgio Palácios e Rodrigo Saravia encerra um hiato de atletas estrangeiros no Majestoso, que não recebia jogadores de fora desde a saída do chileno Vicente Concha, em 2025. Com a dupla, a lista histórica da Macaca chega a 25 nomes. A relação com o mercado externo começou em 1952, quando os uruguaios Raul Dias e Ramon Cabreira desembarcaram em Campinas dois anos após o “Maracanazo”. 

Desde então, a lista cresceu. O argentino Gigena é o mais lembrado pela torcida: em 2003, anotou três gols no Dérbi do Brinco de Ouro pelo Brasileirão. Agora, Palácios será apenas o segundo colombiano a defender o clube. O primeiro foi Paul Villero, em 2023. Já Saravia amplia a tradição uruguaia como o sexto representante do país na história alvinegra.

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