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Ponte negocia a contratação do técnico Márcio Zanardi

Profissional está livre no mercado desde a saída do Figueirense, em abril, após ser rebaixado para a segunda divisão do Campeonato Catarinense

Elias Aredes
28/05/2026 às 14:42.
Atualizado em 28/05/2026 às 14:42

Márcio Zanardi se destacou à frente do São Bernardo, entre 2021 e 2024, e chegou a ser sondado pela diretoria do Corinthians (Divulgação)

Após a demissão de Rodrigo Santana, a diretoria começou a delinear o perfil do próximo ocupante do banco de reservas, que deverá iniciar o seu trabalho na segunda-feira, contra o Botafogo-SP, no Majestoso. O executivo de futebol João Brigatti pontuou que o escolhido precisa contar na bagagem com um bom estoque de informações a respeito da história e do quadro atual vivido pelo clube. “Acho que um treinador experiente deve ser contratado, alguém que possa conhecer a cidade de Campinas, a Ponte Preta e exibir um pouco mais de imposição perante o elenco”, afirmou o dirigente em entrevista à Rádio Brasil Campinas. 

Após receber respostas negativas de Umberto Louzer e Claudinei Oliveira, a expectativa da cúpula alvinegra é que ocorra o acerto com Márcio Zanardi. O foco da gestão é destravar empecilhos burocráticos e anunciá-lo oficialmente até amanhã. O contrato com Zanardi, de 47 anos, seria válido até o final da Série B do Campeonato Brasileiro. Seu último clube foi o Figueirense (SC), do qual se desligou em abril com o retrospecto de quatro vitórias, um empate e sete derrotas, o que representa um aproveitamento de 36,11%. O saldo negativo no Sul foi fruto do rebaixamento no Campeonato Catarinense, da eliminação na Copa do Brasil para o CRB e da derrota para o Avaí na Recopa Catarinense. A passagem foi encerrada após uma arrancada ruim na Série C, quando o time empatou com o Ypiranga por 1 a 1 e perdeu, em casa, para o Maringá por 3 a 1. O técnico também tem passagens por São Bernardo, Goiás, Botafogo-SP e Amazonas. 

Apesar da terapia de choque necessária com a chegada do novo comandante tático, Brigatti assegura que algumas tarefas institucionais urgentes ainda são colocadas sob os ombros da diretoria executiva, hoje comandada por Luiz Torrano. “A obrigação da nossa diretoria é sanar essa situação financeira para ter tranquilidade até a abertura da janela e viabilizar as contratações que serão necessárias para fortalecer a equipe”, afirmou o executivo. 

João Brigatti aponta a aparição de alguns fatores negativos recentes, cujo primeiro efeito prático foi o rebaixamento registrado no Campeonato Paulista e o início ruim na Série B. “Estamos passando desde o ano passado por situações de fortes cobranças sobre treinadores e jogadores por parte da torcida e em redes sociais. O novo técnico precisa vir com esses conceitos assimilados e saber obviamente de futebol. Não adianta só vir para apagar incêndio. É preciso ter conceitos claros do futebol atual”, explicou o dirigente. 

Com sete pontos conquistados e na vice-lanterna da competição nacional, o executivo pontepretano admite que uma reação tática imediata é necessária nos 28 jogos restantes da temporada. “Temos muitas partidas pela frente e precisamos buscar um cenário de maior tranquilidade, justamente para transmitir dentro de campo a confiança necessária aos atletas e fazer com que eles apliquem o seu futebol”, completou Brigatti. 

Independente do nome escolhido para o cargo, o departamento de futebol espera contar com o apoio maciço da torcida nas arquibancadas de Campinas. “Sempre que o torcedor nos apoiou, a Ponte Preta conseguiu resultados positivos dentro do Majestoso. Pedimos ao nosso torcedor que entenda esse momento de extrema dificuldade”, solicitou. “Queremos que venha nos apoiar, dar o suporte necessário para que a equipe possa ter aquela força que vem da arquibancada. Só assim a gente conseguirá superar as dificuldades que temos enfrentado ao longo das partidas, principalmente nos jogos em casa”, ponderou. 

A missão alvinegra para evitar a queda será árdua. De acordo com o Departamento de Matemática da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), o risco da Macaca de voltar à terceira divisão encontra-se em 55,7%. O time campineiro só é superado pelo América Mineiro, com percentual de 78,1%. Segundo os especialistas vinculados à faculdade pública mineira, o Londrina também deve ficar atento porque seu índice está em 46,4%, enquanto o Avaí exibe 38,3% de risco, índice muito próximo do Botafogo-SP, que tem 38,7%. 

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