FORA DE CASA

Ponte Preta desafia abismo técnico contra o vice-líder

Enquanto Avaí ostenta 11 vitórias na atual temporada, Macaca soma apenas um triunfo em 14 jogos realizados no ano

Elias Aredes
17/04/2026 às 18:22.
Atualizado em 17/04/2026 às 18:22
No último duelo entre as equipes, em novembro de 2024, o Avaí venceu a Macaca por 2 a 1 (Fabiano Rateke/Avaí FC)

No último duelo entre as equipes, em novembro de 2024, o Avaí venceu a Macaca por 2 a 1 (Fabiano Rateke/Avaí FC)

Quando entrar em campo amanhã, às 20h30, para enfrentar o Avaí em jogo válido pela quinta rodada da Série B do Campeonato Brasileiro, a Ponte Preta terá consciência de que encara um oponente com objetivos distintos na competição. A Macaca voltou a conviver com o fantasma do rebaixamento, estacionada com apenas um ponto somado em quatro jogos. O cenário da equipe catarinense é oposto: ocupa a vice-liderança com oito pontos e perde para o líder Ceará apenas nos critérios de desempate. O único entrave do rival está na parte disciplinar. Enquanto o Vovô cearense acumula 11 cartões amarelos e um vermelho, o Avaí já teve três jogadores excluídos e recebeu 19 advertências. 

Ao verificar o histórico de ambos na Segundona nacional, o papel parece delineado. Desde a instituição da fórmula de pontos corridos, em 2006, a equipe catarinense soma 13 participações, com quatro acessos obtidos. A Macaca registra o mesmo número de edições disputadas, mas com apenas duas promoções à elite no currículo. 

O objetivo catarinense foi atingido pela primeira vez em 2008, quando o time ficou na terceira posição, com 67 pontos, sob o comando do exarmador Silas. Após três temporadas na divisão principal, o Avaí retornou à Série B em 2012 e teve desempenho mediano, com 59 pontos somados — três a mais em comparação com a participação de 2013, quando terminou na décima colocação. Nesse recorte, a Macaca apresentou rendimento inferior. Suas melhores campanhas ocorreram em 2008, com a quinta posição e 58 pontos, seguidas pelos acessos em 2011 e 2014. Em 2011, sob o comando de Gilson Kleina, a equipe campineira atingiu 63 pontos. 

As duas equipes se encontraram em 2014 e o desfecho foi positivo para ambos. Enquanto Guto Ferreira levou a Macaca ao vice-campeonato com 69 pontos, o Avaí comemorou a promoção na quarta colocação, com 62 pontos, treinado por Geninho. A Macaca permaneceu na elite até 2017, ano de seu rebaixamento. O Avaí, entretanto, ostenta uma história mais robusta no acesso, com três subidas consecutivas em períodos distintos. Em 2016, Claudinei Oliveira assumiu o time em agosto e garantiu o acesso com uma performance invicta sob sua gestão: 12 vitórias e quatro empates, terminando com o vice-campeonato e 66 pontos. 

Dois anos depois, em 2018, Avaí e Ponte Preta fizeram um confronto direto pela vaga na Série A. Apesar de conviver com seis meses de salários atrasados, a equipe catarinense segurou o empate por 0 a 0 no estádio da Ressacada e conquistou o acesso com 61 pontos. A Alvinegra terminou com 60 pontos e o gosto amargo do fracasso, já que empreendeu uma reação na reta final, mas estacionou na quinta posição. 

Na atual temporada, o oponente leva ampla vantagem estatística. O Avaí contabiliza 11 vitórias, cinco empates e seis derrotas somando Campeonato Catarinense, Copa Sul-Sudeste e Recopa Catarinense. A Macaca, por sua vez, atravessa crise técnica profunda, com apenas uma vitória, dois empates e 11 derrotas no ano. Na retrospectiva histórica do confronto, o equilíbrio prevalece: são sete vitórias para cada lado e seis empates. O último encontro ocorreu na rodada final da Série B de 2024, no dia 22 de novembro, quando a Macaca perdeu por 2 a 1 e acabou rebaixada para a Série C, terminando na 17ª posição com 38 pontos. 

Para o confronto de amanhã, o técnico Rodrigo Santana terá os retornos do volante Rodri Saraiva e do atacante Jonathan, que cumpriram suspensão após as expulsões contra o Náutico. Em virtude do alto desgaste físico, a comissão técnica aguarda a reavaliação dos laterais Lucas Justen e Diego Porfírio para saber se ambos terão condições de viajar. Nos bastidores, a expectativa dos jogadores é pelo acerto de um ou dois meses de salários atrasados. A estimativa atual é de que a folha salarial da Ponte Preta esteja em torno de R$ 1,7 milhão por mês.

Assuntos Relacionados
Compartilhar
Correio Popular© Copyright 2026Todos os direitos reservados.
Distribuído por
Publicado no
Desenvolvido por