Derrota por 1 a 0 diante do Bragantino irrita a torcida e deixa a Macaca ainda mais ameaçada

O meia Léo Artur tenta escapar da marcação: baixa qualidade técnica da equipe pontepretana custou mais um tropeço no Moisés Lucarelli (Leandro Ferreira/AAN)
Raça e vontade podem não faltar, mas qualidade passa longe do atual time da Ponte Preta e foi com outra atuação técnica sofrível que a Macaca ampliou sua má fase no Campeonato Paulista ao ser derrotada pelo Bragantino por 1 a 0, segunda-feira à noite, no Estádio Moisés Lucarelli. O atacante Matheus Peixoto marcou o gol do Massa Bruta no primeiro tempo. Após dez rodadas, a alvinegra, que ainda não venceu nenhuma partida em casa no torneio, ocupa a terceira posição do Grupo B, com dez pontos, fica mais longe da classificação e deixa o sinal de alerta na luta contra o rebaixamento, já que é antepenúltima na classificação geral, à frente apenas de Santo André (8) e Linense (6). Na quinta, às 21h30, o compromisso é contra o Red Bull Brasil, no Majestoso, mas como visitante. Apesar dos cinco desfalques, a Ponte Preta tentou superar as baixas e se impor no início de jogo. O Bragantino adotou a habitual estratégia de se trancar lá atrás e sair em contra-ataques. A Macaca começou apostando em chutes de longa distância. Silvinho bateu para defesa de Alex Alves e Jeferson mandou com perigo à direita. Aos 15', a primeira grande chance. Orinho cobrou escanteio no segundo pau, Renan Fonseca apareceu sozinho e cabeceou na trave direita. O Bragantino, que só especulava, assustou primeiro em chute cruzado de Matheus Peixoto. Na segunda chance que teve, o atacante não perdoou. Após bom passe de Vitinho, Peixoto invadiu a área e tocou na saída de Ivan para fazer 1 a 0, aos 33’. A Macaca ainda teve chance de empate no primeiro tempo. Silvinho, aos 40’, recebeu cruzamento de Emerson, cabeceou e Alex Alves fez uma defesaça. Em seguida, o atacante arriscou e o goleiro pegou de novo. Eduardo Baptista voltou com Gabriel Vasconcelos no lugar de Xavier no intervalo. A ofensividade que a alteração pretendia pouco surtiu efeito. Sem qualidade para trabalhar a bola no chão, a Ponte insistiu em cruzamentos e consagrou a defesa adversária. A dificuldade do time enervou o torcedor e a cobrança só piorou as coisas. Nervosa, a equipe errava lances bobos. Quando conseguiu finalmente criar uma boa chance, aos 25’, Léo Artur, da marca do pênalti, acertou o travessão. Os minutos finais foram de uma tentativa desordenada de pressão da Macaca. Aos trancos e barrancos, a equipe ainda tentou um gol no fim, mas não foi capaz de furar o bloqueio do Bragantino. “Raça e garra não falta. Podem falar o que falar, mas é algo que não falta aqui . A bola não está entrando”, disse o atacante Silvinho. “Tem que ligar o sinal de alerta. Os números não estão à nosso favor”, completou o zagueiro Renan Fonseca.