
Rodrigo Santana estreia com vitória e assegura premiação de R$ 1,68 milhão pela vaga na quarta fase da Copa do Brasil (Marcos Ribolli)
A vitória sobre o Guarany-RS e a consequente classificação para a segunda fase da Copa do Brasil não foram os únicos motivos de satisfação do técnico Rodrigo Santana nesta largada de trabalho à frente da Ponte Preta. Ao superar obstáculos que, à primeira vista, pareciam inofensivos, mas que carregavam um potencial de prejuízo severo ao planejamento, o treinador externou um profundo sentimento de alívio. O triunfo magro, porém essencial, serviu para estancar uma crise de resultados e oferecer o oxigênio necessário para a continuidade de sua filosofia no estádio Moisés Lucarelli.
O dilema inicial da comissão técnica ficou em torno da utilização imediata dos reforços contratados ou a manutenção da base remanescente que somou apenas um ponto em oito jogos disputados no Campeonato Paulistão. Para Santana, a opção pela espinha dorsal escolhida pelo ex-técnico Marcelo Fernandes se mostrou a decisão mais acertada no momento. “Tínhamos os reforços à disposição, mas esses atletas que chegaram fizeram seus últimos jogos oficiais ainda no ano passado. Existia um risco iminente de começar com eles e eles sentirem o ritmo ou sofrerem lesões precoces”, relembrou o comandante alvinegro.
“Optamos por uma equipe mais segura, composta por jogadores que já estavam devidamente adaptados e já tinham estreado com a camisa da Ponte. A equipe se comportou muito bem dentro das limitações e temos como extrair esse espírito que o time colocou em campo, de competir e brigar por cada bola”, completou o treinador. Na visão estratégica de Santana, esses atletas demonstraram uma maior capacidade psicológica para suportar a pressão oriunda das arquibancadas e a necessidade premente de buscar a primeira vitória na atual temporada.
“Precisávamos, acima de tudo, tirar esse peso das costas para que os jogadores voltassem a ter confiança no próprio potencial. Eles entenderam a mensagem e acho que conseguimos nos comportar de forma equilibrada. O Diogo Silva pouco foi exigido de fato na partida, o que mostra um sistema defensivo mais sólido”, celebrou o técnico. Para o comandante pontepretano, mais do que o desempenho técnico brilhante, o que importou foram os três pontos e a classificação, fatores que viabilizam a construção de um trabalho sólido nas partes física e técnica nas próximas semanas.
“Temos muita coisa a corrigir, sem dúvida, mas foi válida essa vitória para dissipar a negatividade e aumentar o grau de confiança do grupo. Vamos procurar evoluir drasticamente durante a semana de treinamentos para conseguir nos comportar melhor taticamente e sustentar o resultado com mais tranquilidade”, projetou Rodrigo Santana. Para que o plano lograsse êxito, a semana de atividades recebeu atenção especial. Mais do que treinos com bola, o diálogo constante foi o grande trunfo para buscar a redenção.
“Eu estava muito preocupado durante a semana com o comportamento anímico deles. Bati muito na tecla de que precisávamos sair na frente no placar de qualquer jeito. Não poderíamos sair atrás em hipótese alguma. Se isso acontecesse, nosso psicológico e nosso mental iriam lá para baixo rapidamente”, analisou o técnico. A conjuntura exposta pela Copa do Brasil criou um ambiente tenso no vestiário. Caso o jogo terminasse empatado, a definição seria por cobranças de pênalti, cenário evitado devido ao gol salvador marcado pelo lateral-esquerdo Bryan Borges.
“Durante esses 15 dias, cerca de 12 atletas do sub-20 treinaram conosco. Todos estão sendo observados. Eu não escalo ninguém por nome, quem estiver melhor vai jogar, independente da idade. Estamos sempre de olho no mercado e na nossa base”, finalizou Santana. A diretoria segue em busca de reforços. Até o dia 27, novas contratações estão autorizadas, desde que os atletas tenham rescindido contrato durante a janela ou disputado algum campeonato estadual recentemente.
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