
O objetivo do campeonato é promover intercâmbio entre projetos e escolinhas, além da integração dos participantes (Divulgação)
Com recorde no número de equipes, o Campeonato Municipal de Futebol de Base mobilizará escolinhas e projetos sociais de Campinas durante dois meses. A largada da competição, que está em sua 16ª edição, acontece no próximo sábado, com previsão de encerramento em 27 de junho. A expectativa é de que cerca de 1.500 crianças e adolescentes estejam em ação no evento, que contará com a participação de 72 equipes divididas nas categorias sub-11, sub-13 e sub15, representando 24 agremiações. Nove praças esportivas receberão os 156 jogos.
“A primeira edição do campeonato aconteceu em 2008 e eram 16 agremiações. Em 2024 passamos para 20 e, neste ano, chegamos a 24”, resume a coordenadora de formação esportiva da Secretaria Municipal de Esportes e Lazer, Renata Baronti. Uma lista de espera e a viabilidade de custeio por meio de emenda impositiva e parlamentar possibilitaram a ampliação do número de participantes.
Renata pontua a evolução do evento ao longo dos anos. “Melhoramos na organização, no regulamento, na pontualidade e na arbitragem”, detalha. “As primeiras edições tinham apenas dois árbitros. Hoje, temos o quarteto. Antes, as equipes não precisavam de um responsável técnico com registro (CREF ou certificado de curso da CBF ou da FPF). Atualmente, a equipe não se inscreve se não tiver um profissional habilitado para conduzir a agremiação. Também não era obrigatório a inscrição nas três categorias, o que resultava em menor participação nas categorias menores. Hoje, somente agremiações com trabalho de base nas três categorias podem participar do campeonato.”
O evento alcançou valorização e se consolidou no calendário esportivo de Campinas. “É um dos maiores campeonatos de base da região entre não federados, com as equipes vencedoras sendo convidadas a representar a cidade no Campeonato Estadual”, afirma Renata, acrescentando que muitos garotos acabam “se federando” e integrando equipes de base de clubes profissionais. “Essa é uma consequência, mas não é o objetivo principal”, diz.
Renata chama a atenção para a finalidade do evento, que é promover intercâmbio entre projetos e escolinhas, além da integração dos participantes. Na edição passada esse objetivo foi arranhado.
“Na final da categoria sub 15, a equipe do Viver Tancredão, que ficou em segundo lugar, iniciou uma briga ao final da partida, não aceitando o resultado do jogo. Esta equipe foi punida com a suspensão neste ano”, relata. “O maior problema, infelizmente, são alguns pais que se exaltam na torcida, extrapolando o respeito e esquecendo que são apenas crianças tentando se divertir. Estamos sempre tentando aprimorar o campeonato para que problemas pontuais não aconteçam, mas dependemos da colaboração dos pais, técnicos, atletas e da torcida em geral.”
Nas competições de cada categoria, as equipes estão divididas em seis grupos de quatro. Classificam-se para a etapa eliminatória os dois primeiros de cada chave, além dos quatro melhores terceiros colocados. A partir das oitavas de final, os duelos acontecem em jogo único, com disputa de pênaltis em caso de empate.
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