
Dic City foi o grande vencedor da Série Prata de 2025 e está na elite do futebol amador campineiro (Toninho Oliveira/PMC)
Responsável pela organização da Série Prata, a Secretaria Municipal de Esportes e Lazer bateu o martelo para incrementar a composição da competição. Será realizada uma fusão com a Série Bronze, o que proporcionará a criação de uma divisão com 128 integrantes, sendo que oito estarão presentes na divisão de elite em 2027.
O diretor de esportes, José Ribeiro do Prado, afirmou que a demora para viabilizar o processo de junção das duas divisões ocorreu devido à espera pelo processo de licitação para a escolha da empresa responsável pelo fornecimento de árbitros para as competições promovidas pelo poder público. Com o resultado definido, as características do evento podem ser definidas. A divisão principal, no entanto, não terá mudanças e vai rebaixar oito times para a Série Prata de 2027.
Já está definido que a realização dos confrontos ocorrerá de maneira diferenciada. “Como não temos campos ou árbitros suficientes para todos jogarem simultaneamente, faremos um sistema de rodízio: metade dos times jogará em uma semana e a outra metade na semana seguinte. Também adotaremos um formato de grupo contra grupo, o que garantirá pelo menos um jogo a mais para cada equipe”, anunciou Ribeiro.
Outra medida adotada é a de extinguir a proibição de que um atleta vinculado a um clube da Série Prata defenda um clube da Série Ouro. Segundo Ribeiro, a realidade se impôs e foi preciso fazer ajustes. “É para facilitar o calendário e evitar problemas que tivemos no passado. Antigamente, havia muita restrição: quem jogava uma série não podia jogar outra. Isso gerava dificuldades para os times montarem elencos e até para aplicação de punições”, disse o diretor de esportes, que enumerou motivos para a decisão. “No ano retrasado, por exemplo, tive que eliminar o Flamenguinho de Santa Mônica da Série Ouro porque escalaram um jogador que já havia atuado na Prata. Quase ‘bateram’ em mim por isso (risos). Agora, o jogador da Prata poderá subir para a Ouro sem problemas. A única restrição permanece para jogadores federados ou com contratos profissionais”, completou.
Ribeiro mostra disposição de continuar a aprofundar a parceria com a Liga Campineira de Futebol, que, para a Série Ouro, poderá custear a arbitragem, caso ocorra necessidade, além da premiação aos primeiros colocados, assim como ocorrerá na Copa Verão, com início nos próximos dias. O Congresso Técnico está marcado para hoje à noite, na sede da Liga Campineira de Futebol. “No ano passado, a Liga nos ajudou com o pagamento de arbitragem. Não houve custo para os cofres públicos”, disse Ribeiro, que comemora a possibilidade de promover várias competições no calendário. “Vamos fazer a Taça das Favelas e o campeonato de base”, completou Ribeiro.
Por enquanto, a empresa de arbitragem contratada ficará responsável por fornecer os árbitros da Taça das Favelas e das divisões de base. Se houver o esgotamento de recursos para as Séries Ouro e Prata, a decisão será requisitar auxilio à Liga Campineira de Futebol. “Minha intenção é fazer uma grande Série Prata”, prometeu Ribeiro.
Em relação à colaboração com a Liga Campineira de Futebol na organização da Copa Verão, José Ribeiro do Prado afirma que todo o esforço está sendo feito para que as praças esportivas sob a responsabilidade da Prefeitura de Campinas tenham condições adequadas. “Fizemos uma pausa no final do ano para realizar a adubação e fortalecer o gramado. Demos um trato geral e cortamos a grama de todas elas”, explicou Ribeiro, que ainda esclareceu sobre a situação da Praça de Esportes do São Bernardo. “Estamos finalizando o alinhamento para fazer toda a marcação do campo, pois teremos jogos. A comunidade tem utilizado e sempre há solicitações. Enquanto não utilizarmos para o campeonato oficial, se houver disponibilidade e o pedido for feito via protocolo geral da prefeitura, cedemos o espaço”, concluiu o dirigente.
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