CAMPINAS

Estuprador mascarado preocupa moradores

Preocupação é redobrada por conta do grande número de crianças que moram na vizinhança

Eric Rocha
eric.rocha@rac.com.br
22/05/2015 às 23:25.
Atualizado em 23/04/2022 às 12:48

Ataques teriam acontecido dentro das casas, entre o período noturno e o começo da manhã (Eric Rocha)

A suposta atuação de um estuprador mascarado tem deixado preocupadas pessoas que moram no Jardim Aeronave, na região do Ouro Verde, em Campinas. De acordo com moradores, o homem fez seis vítimas nesta semana, entre domingo e a última quarta-feira. O criminoso seria alto, branco e magro. Mulheres que residem no bairro afirmaram que a falta de rondas da Polícia Militar (PM), especialmente à noite, estimula e facilita a ação do estuprador.Os moradores contam que, após o início da série de crimes, "não há mais sossego" e que as ruas do Jardim Aeronave tem ficado desertas já por volta das 18h30. Uma das vítimas disse aos vizinhos que o homem usava uma máscara para não ser reconhecido. A presença constante dele fez com que o medo passasse a imperar nas vielas e forçou principalmente as mulheres a estarem sempre em alerta. "A gente tá fazendo revezamento: minha mãe dorme de dia e eu durmo de madrugada, quando dá. Justamente pra ele não conseguir entrar em casa", afirmou uma jovem de 25 anos que não quis se identificar. Os ataques teriam acontecido dentro das casas, entre o período noturno e o começo da manhã. Em um deles, a população chegou a correr atrás do estuprador e tentou linchá-lo, mas o homem conseguiu fugir depois de se esconder na vegetação próximo a um córrego que passa ao lado do bairro. O bandido também teria abordado uma vítima na ponte que liga o Jardim Aeronave e os Jardins Melina e Rosalina. O movimento é grande no local porque muitas pessoas utilizam a estrutura para chegar a uma escola que fica do outro lado. "Não tem como identificar, ele age no escuro", disse a mesma jovem. Os vizinhos afirmam que há um movimento se organizando dentro do bairro para tentar flagrar o criminoso. A preocupação é redobrada por conta do grande número de crianças que moram na vizinhança. "A gente tenta se prevenir ao máximo porque não sabemos o que pode acontecer. Meu filho chega da creche e fica em casa ou em algum lugar comigo. Ele não fica sozinho" , contou uma outra mulher de 19 anos. "A polícia não aparece aqui. Só quando tem algum crime, mas ronda não."De acordo com os moradores, dos seis casos, no entanto, só um teria sido relatado em um boletim de ocorrência (BO). O registro dos crimes é importante para que a Polícia Civil possar dar início a uma investigação específica. Policiais do 6º e 9º Distritos Policiais (que atendem a área) e da Delegacia de Defesa da Mulher (que investiga as ocorrências de estupro contra mulher e crianças) confirmaram que não havia nenhum inquérito aberto sobre o caso. Em nota, a Secretaria de Estado de Segurança Pública informou que o não registro de ocorrências impacta no planejamento das rondas já que elas são preparadas "de acordo com os indicadores de criminalidade" .

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