GUARANI

Evaristo Piza estuda como barrar o Guaratinguetá

Treinador bugrino pretende montar um esquema para anular toque de bola do adversário de segunda-feira

Carlos Rodrigues
23/05/2014 às 20:45.
Atualizado em 24/04/2022 às 13:15

Valorização da posse de bola, organização tática, troca de passes envolvente e pelo chão, sem chutões. O Guarani já está atento a todas essas características que estarão presentes no estilo de jogo do Guaratinguetá, adversário de segunda-feira (26), pela 5ª rodada da Série C do Campeonato Brasileiro. Comandado por Fernando Diniz, o time utiliza praticamente a mesma base do Grêmio Osasco Audax, que chamou a atenção no Campeonato Paulista e dividiu opiniões pelo estilo arrojado, mas, ao mesmo tempo, bastante perigoso.O "tiki-taka" — termo utilizado para definir a forma de jogar, cuja proposta é semelhante ao Barcelona e à seleção da Espanha — não garantiu a passagem do Audax para a fase final do Estadual, mas fez a equipe obter números interessantes. O time foi o segundo que mais acertou passes no torneio, com 5.795. Além disso, a média de posse de bola foi de 58%, sendo que em 13 dos 15 jogos — inclusive contra Santos e Palmeiras — o Audax teve mais a bola nos pés que o adversário.Antes do início da Série C, foi firmada a parceria entre Guaratinguetá e Audax. O clube do Vale do Paraíba recebeu 19 atletas do time de Osasco, além da comissão técnica. No Brasileiro, o estilo ainda não "pegou" e o Guará somou apenas dois pontos em quatro partidas. Isso, no entanto, não diminui a preocupação do Guarani. "O Fernando Diniz tem essa filosofia faz tempo e os jogadores respeitam isso. É um jogo vistoso e, com a valorização da posse de bola, é eficiente", elogia o técnico do Guarani, Evaristo Piza. "Quando o Diniz tentou implementar na primeira divisão, gerou repercussão, mas é questão de interpretação", completa.A estratégia para tentar combater as armas adversárias já está traçada. Como o Guaratinguetá evita chutões e sai jogando desde o campo de defesa, Piza quer atenção e, em determinados momentos, marcação pressão para tomar a bola. Ao mesmo tempo, pede compactação para que o Bugre não seja envolvido. "É um time difícil de marcar. Talvez não consigamos pressionar o adversário por 90 minutos. Mas vamos intercalar a marcação, subir forte 15 minutos pra induzir o adversário ao erro e, quando cansar, marcar mais na intermediária, esperando para agredir no contra-ataque", explica o treinador.Para os jogadores, o segredo é aproveitar as falhas que um esquema desse pode proporcionar. "Eles não mudam a forma mesmo errando. Mesmo sendo difícil de marcar, numa dessas falhas, podemos aproveitar a oportunidade e fazer o gol", destaca Hélio.DÚVIDAO técnico Evaristo Piza ainda não confirmou o Guarani para segunda. Nesta sexta-feira (23), o atacante Leleco foi poupado por conta de dores no joelho e é dúvida. A equipe realiza coletivo, neste sábado (24), em Americana, e ele será avaliado. Se não atuar, o meia Renan Mota entra na equipe.FINALIZAÇÕESCom apenas dois gols em quatro partidas, o ataque do Guarani procura aumentar a média. E essa foi uma das preocupações de Evaristo Piza no treino desta sexta. A atividade foi, praticamente, toda voltada à conclusões, seja com atacantes, meias e até volantes e laterais.CONFRONTOSEvaristo Piza já enfrentou o Audax de Fernando Diniz por duas oportunidades e ainda não teve sucesso contra o estilo moderno do colega treinador. No ano passado, quando dirigia o Velo Clube, o atual técnico bugrino foi derrotado por 3 a 1. Pela Copa Paulista, com o Taubaté, empate por 0 a 0.

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