BASTIDORES

Ex-parceiro cobra R$ 500 mil do Guarani

DataClick, que gerenciava o programa de sócio-torcedor, quer R$ 500 mil por quebra de contrato

Carlos Rodrigues
27/07/2015 às 21:32.
Atualizado em 28/04/2022 às 17:37
O presidente Horley Senna discursa durante lançamento do novo plano de sócio-torcedor do Guarani ( Elcio Alves)

O presidente Horley Senna discursa durante lançamento do novo plano de sócio-torcedor do Guarani ( Elcio Alves)

Em evento realizado na noite de segunda-feira (27), o Guarani apresentou seu novo plano de gestão do programa sócio-torcedor, mas não sem antes arrumar um entrevero com a antiga parceira. O Bugre fechou com a ForteCard, que já vinha patrocinando o clube há algum tempo, mas a DataClick, empresa que tinha a responsabilidade de administrar o projeto, reclama da postura alviverde e cobra o pagamento de cerca de R$ 500 mil pela quebra do contrato, que teria validade até maio do ano que vem. A assinatura do clube com a DataClick aconteceu em 2014, ainda sob a gestão do ex-presidente Álvaro Negrão. Desde então, a empresa passou a tomar conta do programa de sócio, intitulado 'Torcedor de Vantagens'. Recentemente, no entanto, o Guarani já vinha costurando o acordo com a ForteCard, criada no ano passado e que faz parte do braço financeiro do Grupo Madri, marca que estampa o uniforme bugrino desde o início da temporada. Segundo representantes da DataClick, o clube negociou com outra empresa sem avisá-la e apenas ontem enviou um documento por e-mail comunicando a rescisão. "Tínhamos um contrato em vigência que vinha tramitando normalmente. Inclusive fizemos normalmente o último jogo do Guarani em casa. Não fomos comunicados que não fazíamos mais parte dos planos", explica Mauro Pereira, diretor-executivo da empresa. "Não houve um acordo, sequer uma reunião. Não é assim que as coisas funcionam. Chegou hoje (ontem) um comunicado por e-mail assinado pelo Horley (Senna, presidente do clube), mas sem qualquer carimbo ou firma reconhecida. O presidente ou mesmo o departamento jurídico não tiveram nem coragem de nos ligar. Eles agiram na maldade", completa. Por conta da quebra unilateral de contrato, a ForteCard espera o pagamento de uma multa. E esse é um item que causa discórdia entre as partes. "O contrato prevê uma multa de dez vezes o faturamento dos últimos 12 meses do programa, o que dá algo aproximado a R$ 500 mil", explica Pereira. O Guarani, no entanto, contesta esse valor, e garante que a empresa sabia da mudança. "Não aconteceu nada demais. Desde janeiro estamos conversando com a ForteCard, que já é patrocinadora do Guarani e tem nos ajudado bastante", destaca Anaílson Neves, diretor-comercial do clube. "Verbalmente, a outra empresa já havia sido avisada da rescisão e, por contrato, eles têm direito a metade do que foi arrecadado, que varia entre R$ 18 mil e R$ 20 mil. Por isso, estamos tranquilos", finaliza.

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