Faz muito tempo que não escrevo sobre Fórmula 1, assunto que deixo nas mãos de nossa excepcional colunista Julianne Cerasoli. Como neste sábado ela escreve sobre a incrível mancada da Sauber com seus três contratos, vou aproveitar para analisar o campeonato do ano passado e o que começa na madrugada de domingo. Tenho algumas expectativas que me parecem bem óbvias para 2015: 1) a Mercedes vai passear novamente e Hamilton será campeão outra vez; 2) Vettel dará um novo ânimo à Ferrari, mas a equipe ainda não terá condições de incomodar a Mercedes; 3) Fernando Alonso, a exemplo do que fez com a Ferrari em 2014, terá que tirar leite de pedra da McLaren para subir ao pódio de vez em quando; 4)Felipe Massa pode dar um pouco mais de trabalho a seu companheiro Valtteri Bottas na briga particular da Williams, candidata ao vice-campeonato no Mundial de Construtores; 5) sem seu tetracampeão Vettel, a Red Bull deve ter um desempenho igual ou inferior ao do ano passado, quando foi vice-campeã, mas ficou a incríveis 296 pontos da Mercedes. Antes da primeira largada, tenho a sensação de que todas as previsões serão certeiras porque parece muito difícil que coisas diferentes aconteçam. Será? Eu teria quebrado a cara se tivesse feito uma coluna parecida com essa no início de 2014. Tinha certeza que Kimi Raikkonen — substituto do apático Felipe Massa na Ferrari — seria um tormento para Fernando Alonso a cada treino, a cada curva, a cada linha de chegada. Pois o espanhol fez 106 pontos a mais que o finlandês. Embora tenha reclamado da diferença dos carros (deu a entender que o carro de Alonso era 15kg mais leve que o dele), Raikkonen foi uma enorme decepção. Eu também jamais imaginaria que a Williams ficaria em terceiro lugar no Mundial de Construtores, com 320 pontos. Em 2013, o time inglês ficou em 9º, com ridículos 5 pontos. Se Massa não tivesse ido tão mal na primeira metade do ano, a Williams teria superado a Red Bull. A excelente performance de Daniel Ricciardo (71 pontos a mais do que o companheiro Vettel) foi outra grande surpresa de 2014. É certo que a radical mudança no regulamento contribuiu para tantas surpresas de uma vez. As alterações para 2015 não foram tão bruscas e por isso acredito que vou acertar todas ou quase todas minhas previsões para a temporada. Logo veremos se as primeiras voltas do ano, no Albert Park, vão confirmar o meu otimismo.