A greve dos motoristas do transporte coletivo que está sendo encerrada “por determinação superior” foi um festival de desacertos onde o maior prejudicado foi o usuário de um sistema que ainda é ruim e falho. Primeiro porque os motoristas não entenderam que tinham uma proposta boa nas mãos, como admitiu o próprio presidente do sindicato, João Henrique Bueno. Antes, no entanto, a categoria chegou ao limite do estresse por falta de propostas. Depois, a “briga” se resumiu à reivindicação de incorporação de um prêmio pelo serviço de cobrador que pode acabar, mas ainda não é certo. Mas o valor do tal prêmio, que pode não representar muito em valor real, significa cerca de 20% da remuneração mensal, logo, não tão desprezível assim. No meio dos desencontros, a prefeita Dárcy Vera (PSD) acabou legitimando a fraqueza do governo municipal, ao capitanear uma reunião de quase três horas sem nenhum resultado prático imediato. Ainda houve o descumprimento de uma liminar do TRT pelo menos por um dia. Faltou organização mais séria do movimento. Também faltou pulso ao governo para exigir que as empresas colocassem os veículos nas ruas. Sem falar que os únicos punidos, de fato, com a situação foram os passageiros que é quem permite a existência do serviço com o pagamento das tarifas. Que a greve é um direito legítimo de qualquer trabalhador, não se nega. Mas em atividades essenciais é preciso prevalecer o bom senso. Que nas próximas manifestações, os organizadores tenham mais controle da situação. Para não se estabelece o caos na cidade.
RETORNO
Depois de quase duas semanas ausente, esta coluna volta às “paginas” da Gazeta de Ribeirão. Foi um período de reestruturação necessária que teve a sua conclusão. A partir de agora o espaço volta a ser garantido, com publicações diárias. Boa leitura a você que acompanha estas informações e opiniões.
ATIVIDADE DELEGADA
Depois de cerca de duas horas de discussões, os vereadores de Ribeirão Preto aprovaram na sessão desta quinta-feira (6) o projeto de lei do Executivo que autoriza a prefeitura a celebrar convênio com o governo do Estado para a Atividade Delegada. A parceria permitirá que a Administração Municipal contrate policiais militares para trabalharem em suas horas de folga. A medida deve representar maior segurança para a população.
ÁGUA MOLE
O projeto só foi votado na terceira vez que entrou na pauta, por absoluta teimosia do governo municipal em retardar explicações solicitadas pelos vereadores. Acostumada a ver seus projetos aprovados a toque de caixa pela bancada aliada, a Prefeitura não se preocupou em responder a questionamentos dos vereadores. Atrasou em quase dois meses a aprovação.
RESSALVADAS
O juiz eleitoral Luiz Cláudio Sartorelli, da 193ª Zona Eleitoral, de Cravinhos, aprovou com ressalvas as contas de campanha do candidato a prefeito João Gandini. As contas foram julgadas em Cravinhos porque o promotor Sebastião Sérgio da Silveira e o juiz Gacy Sibille Leite, responsáveis pelo julgado alegaram suspeição, pela proximidade a Gandini, juiz aposentado.
SEM PREJUÍZO
As ressalvas foram feitas porque o candidato teria realizado despesas de campanha fora do prazo. Mas o juiz entendeu que as falhas não prejudicaram as contas e nem desrespeitaram a legislação eleitoral a ponto de serem rejeitadas. As contas dos demais candidatos a prefeito em 2012 já foram analisadas e aprovadas.
POSSÍVEL DERROTA
A Procuradoria Regional Eleitoral deu parecer contrário ao prosseguimento de recurso do vereador Bertinho Scandiuzzi (PSDB) em Ação de Investigação Judicial Eleitoral (Aije) pela cassação dos mandatos da prefeita Dárcy Vera (PSD) e do vice-prefeito Marinho Sampaio (PMDB). O tucano acusou os dois de gastarem com publicidade, em ano eleitoral, valor maior que o permitido pela legislação eleitoral. Como perdeu a ação em Ribeirão Preto, recorreu ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE). O recurso, no entanto, ainda será julgado.