Certa vez um ex-caminhoneiro disse ter se cansado da profissão e decidiu ser produtor rural. Está muito bem em sua nova vida e profissão. “Caminhoneiro é menos respeitado que uma rapariga”, disse, assegurando que prostitutas eram mais respeitadas. Mas o movimento feito por eles demonstrou que a categoria tem força e, portanto, merece ser mais respeitada por contratantes de fretes, governos que cuidam das estradas, policiais que fiscalizam o trânsito e por motoristas de carros de passeio. É claro que para demonstrar força, fecharam estradas e imobilizaram muitos que queriam prosseguir em suas viagens. Nem era preciso. Com dois ou três dias de uma greve bem articulada, que atinja o País inteiro, os caminhoneiros deixaram autoridades e empresários em péssimos lençóis. Com uma pequena e parcial paralisação eles conseguiram parar a produção de muitas empresas. Provocaram prejuízos com a perda de alimentos perecíveis e outros problemas de difícil solução. Alguns insolúveis mesmo. Uma paralisação que ocorresse de caminhões vazios, evitaria o estrago de produtos, mas ainda assim teria a chance de mostrar que o desrespeito não é o melhor caminho quando se trata de uma categoria que atravessa o País escoando a produção. Então, a partir de agora, o governo que passe a cuidar de estradas, a melhorar a vida destes profissionais com pedágios mais baratos e combustíveis que não destruam o valor dos fretes com seus valores. Já que o governo escolheu a via rodoviária como prioritária para os transportes, quem pense melhor em quem o opera. É o mínimo que se espera, em nome da ordem, não é dona Dilma?
RECESSO MANTIDO
Depois da repercussão negativa de uma espécie de ampliação do recesso parlamentar de julho, a Câmara Municipal recuou, sem qualquer aviso oficial, da medida. A intenção era de votar apenas projetos do Executivo até o dia 15 de julho, mas a ideia acabou abandonada e os vereadores terão que conviver, como disse o presidente da Casa, Cícero Gomes da Silva (PMDB), com os fracos projetos da pauta.
REALIDADE
E há mesmo uma fraqueza de ação. Praticamente apenas os projetos que tratam de homenagens ficam imunes a vetos do Executivo. Os que miram a iniciativa privada também são mantidos. Mas se o vereador tentar interferir no poder público terá dificuldades. Já há um decreto, por exemplo, determinando o descumprimento de divulgação de unidades habitacionais pela Cohab. O segredo será mantido para que a distribuição possa ocorrer do jeito que a administração entender melhor.
HOMENAGEM
A prefeita Dárcy Vera (PSD) assinou e publicou decreto oficializando a construção do “Marco da Paz”, no cruzamento das avenidas João Fiúsa e Adolfo Bianco Molina. No local, morreu atropelado o estudante Marcos Delefrate, durante as manifestações do dia 20 de junho, quando um motorista “enlouquecido” acelerou seu carrão de luxo sobre um grupo de manifestantes. A homenagem é justa e demonstra o reconhecimento oficial de um ato insano contra as pessoas.
TROCAS
A prefeita Dárcy Vera exonerou uma de suas principais assessoras, que a auxiliava no gabinete. A publicitária Amanda Martins Ferreira Gonçalves, também professora e coordenadora de curso, deixa o cargo. Em conversas com amigos ela já reclamava da carga excessiva de trabalho. Em seu lugar assume a jornalista Marina Aranha, de Campinas, que também já trabalhou nesta Gazeta de Ribeirão.