Ultimamente, tenho visto que estamos saindo do foco de muitos países que buscam turistas

Eduardo Gregori (Cedoc/RAC)
Há três anos, quando assumi o Turismo, não se falava em outra coisa mundo afora: turistas brasileiros. Dinamarca, Estados Unidos, Canadá e até a longínqua Estônia estavam ávidos pela gastança dos brasucas nesse mundão de meu Deus. Nossa fama chegou longe. O tempo passou, veio a crise e o dólar estourou! Os recordes de gastos no Exterior que batíamos todos os anos ficaram apenas na lembrança. O último balanço, realizado em 2015 pelo Banco Central já mostra que regredimos a 2010. Um salto de cinco anos para trás. Ultimamente, tenho visto que estamos saindo do foco de muitos países que buscam turistas. China e Rússia agora dominam o território que antes era brasileiro. Outro dia perguntei a um representante do turismo da Suécia como ele avaliava o turista brasileiro. A resposta foi direta: “O mercado brasileiro não nos interessa neste momento”. Em minha mais recente viagem à Austrália, uma rádio apresentou um estudo de desenvolvimento de conteúdo em outras línguas fora o inglês. O português do Brasil não aparece entre os dez idiomas estrangeiros. Não adianta passagem barata. Com a crise que vivemos, o nosso real perde feio lá fora e perdemos nós, todos nós. Eduardo Gregori é editor de Turismo do Grupo RAC