SÉRIE C DO BRASILEIRO

Guarani derrota o Boa no reencontro com a torcida

Jogando no Brinco de Ouro, com portões abertos após cumprir punição, o Bugre venceu a equipe mineira por 2 a 1 e manteve a liderança do Grupo B

Carlos Rodrigues
19/06/2016 às 10:19.
Atualizado em 22/04/2022 às 23:54
Torcida bugrina incentivando a equipe (Cedoc/RAC)

Torcida bugrina incentivando a equipe (Cedoc/RAC)

Fazia 77 dias que o bugrino não via seu time de perto, mas o reencontro teve tudo que a torcida já está acostumada. Jogo difícil, adversário fechado e o risco de um tropeço em casa. Só que o ídolo maior e herói que na maioria das vezes está lá para resolver, fez das suas. E foi com gol do meia Fumagalli, com decisiva participação de Renato Henrique e Pipico, que o Guarani derrotou o Boa Esporte por 2 a 1, na manhã deste domingo (19), no Estádio Brinco de Ouro, em partida válida pela 5ª rodada da Série C do Campeonato Brasileiro. O resultado mantém a ótima fase do time no início do torneio. Com 13 pontos, o alviverde segue invicto, assegurou a liderança do Grupo B e, mais importante que tudo, já abriu seis pontos de diferença para o quinto colocado, que é justamente o Boa. Na próxima segunda-feira (27), a equipe volta a campo para enfrentar a Portuguesa, no Canindé. O primeiro tempo do Guarani foi o reflexo de que, quando a fase é boa, quase tudo acontece favoravelmente. O time não jogou bem na etapa inicial. Teve uma tentativa de imposição sobre o adversário no início do confronto que não durou cinco minutos. Marcando com os onze lá atrás, o Boa Esporte deixou a bola com o Bugre, mas fechou os espaços e impediu que os donos da casa mandassem no jogo. A solução encontrada pelo alviverde, face as dificuldades, eram os lançamentos em direção ao ataque. Eles eram infrutíferos até que o rival resolveu dar um presente, aos 13'. Após bola longa, o goleiro Daniel Luiz tentou tirar, mas acertou o zagueiro Léo Baiano. A redonda sobrou na área para Edinho que, com o gol vazio, só teve o trabalho de tocar de cabeça para abrir o placar. O gol animou ainda mais a torcida, mas, em campo, a equipe não correspondeu à altura. Com dificuldades de organização e sem penetração, o Guarani viu o Boa Esporte crescer. Os mineiros resolveram jogar e ditaram o ritmo da partida. Aos 21', Fellipe Matheus arriscou de fora da área e Leandro espalmou. Encontrando espaços pelo lado, principalmente o direito da defesa bugrina, a equipe visitante só não conseguia superar o bom trabalho da dupla de zaga bugrina. Já o Guarani, com espaço para o contra-ataque, era lento na transição e só voltou a levar perigo aos 36', em tiro cruzado de Gilton. Antes do intervalo, Leandro ainda teve trabalho mais uma vez ao salvar com a ponta dos dedos a conclusão de Daniel Cruz. O desempenho extremamente irregular do Bugre foi castigado logo no início da etapa complementar, justamente numa das únicas vaciladas da defesa, aos 4'. Após lançamento da defesa, Leandro Amaro foi enganado pelo quique da bola, Daniel Cruz aproveitou a indecisão, invadiu a área e bateu cruzado para deixar tudo igual. Era tudo o que o Boa Esporte queria. Aproveitando as dificuldades dos donos da casa, a equipe mineira voltou a se fechar, apenas especulando nos contra-ataques, enquanto o Guarani, inoperante e com o meio-campo muito mal, apenas trocava passes sem objetivo e não conseguia assustar. Assim, o tempo passou sem que nenhum dos dois times conseguisse uma jogada de real perigo. Quando a torcida já se impacientava com o empate e os donos da casa pareciam não encontrar soluções para mudar a cara do jogo, a técnica daqueles que não vinham em uma manhã muito feliz finalmente apareceu, aos 36'. Em uma jogada muito bem construída, Renato Henrique, que havia acabado de entrar no jogo, fez lançamento para Pipico, que se livrou da marcação e deu assistência precisa para Fumagalli, de bico, completar para o gol e recolocar o Guarani na frente. Foi o desafogo. Com a vantagem, o Bugre administrou o resultado, evitou qualquer tipo de pressão do Boa Esporte e gastou o tempo para confirmar mais uma vitória, a manutenção da invencibilidade e fazer a festa da torcida no reencontro com a equipe.

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