Empate ou derrota diante do São Caetano, neste sábado, às 15h, no ABC, praticamente sepulta esperança do Bugre

Thiago Cristian entra na lateral-esquerda do Bugre no duelo com o Azulão ( César Rodrigues/AAN)
Vida ou morte. É desta maneira que o Guarani pretende encarar os quatro jogos que restam na Série A2 do Campeonato Paulista, a começar pelo deste sábado (11), contra o São Caetano, às 15h, no Estádio Anacleto Campanella, pela 16ª rodada. Em nono lugar com 25 pontos e a cinco do G4, o Bugre enfrenta outro adversário direto pelo acesso disposto a evitar que o sonho de voltar à elite termine. Por isso, só a vitória interessa, ao passo que a derrota e até mesmo um empate praticamente sepultam as chances do alviverde disputar a primeira divisão no ano que vem. O Bugre tenta não pensar em fazer contas, mas sabe que, além de somar os 12 pontos que ainda estão em disputa, precisará torcer por tropeços dos principais concorrentes. Diante disso, não há mais espaço para falhas. "O Guarani está vivendo uma série de decisões e não pode mais se dar ao luxo de perder oportunidades", alerta o técnico Ademir Fonseca. "Temos que corrigir o que deu errado no jogo passado e melhorar o que deu certo. É outro jogo de seis pontos e creio que, se acontecer a vitória, a gente volta para a briga pelo acesso", completa. O treinador não terá vida fácil para escalar sua equipe. Artilheiro do time com cinco gols, Nunes ainda sente dores no tornozelo, não treinou, nesta sexta-feira (10), e é dúvida. O atacante seguiu com a delegação para a concentração e fará tratamento intensivo até momentos antes da partida. Caso ele não reúna condições, a opção natural é Luiz Ricardo, mas existe a chance de Fonseca surpreender promovendo a entrada de um jogador de mais velocidade, no caso Malaquias ou Vítor Hugo. O desfalque confirmado é o lateral-esquerdo Bruno Pacheco, que cumpre suspensão e será substituído por Thiago Cristian. Mais na base da conversa do que na dos treinamentos, o comandante mantém o otimismo e espera transmitir a mesma mentalidade aos atletas. "Eu acho que sou melhor para o meu grupo na derrota do que na vitória. É a hora de buscar energia interna. Mesmo que não houvesse mais chances, seria obrigação ir a campo para vencer e honrar a camisa do Guarani", destaca. "Tendo chances, essa obrigação é maior ainda. Há a possibilidade de classificação e precisamos nos apegar a isso." O pensamento positivo de Fonseca reflete no elenco, que descarta jogar a toalha. "É o jogo que vai nos dar vida no campeonato", enfatiza o volante Cambará. "Claro que, se o resultado não vier, vai ficar muito difícil, mas se vencermos, voltaremos a ficar perto do G4 e depois teremos duas partidas seguidas em casa." RENDIMENTO FORA DE CASA Muitas coisas podem explicar a irregularidade do Guarani na Série A2 do Campeonato Paulista e a dificuldade do time em se fixar entre os quatro primeiros. Mas, talvez, o argumento que melhor ilustre essa situação é o fraco rendimento da equipe atuando fora de casa. Em oito jogos, o Bugre somou apenas sete pontos — duas vitórias, um empate e cinco derrotas. O aproveitamento de apenas 29% como visitante é irrisório em comparação ao dos principais concorrentes. O técnico Ademir Fonseca já sentiu na pele esse retrospecto ruim. Em seu primeiro jogo no comando do alviverde fora de casa, a equipe foi derrotada pelo Novorizontino. Para ele, não somar pontos nessas condições, atrapalha. "Uma equipe tem que matar os jogos em casa e buscar pontos fora. Assim, estará credenciada a subir. Do contrário, passará por sérios problemas", analisa. O jogo deste sábado contra o São Caetano é outra vez fora de casa. E como o Guarani não tem outra alternativa que não seja conseguir a vitória, o treinador pede uma mudança de postura. "O Guarani tem que ser aquele time que o adversário vem enfrentar em Campinas sabendo que não tem jeito e que, quando o recebe, sabe que vai ser complicada. É essa postura que vamos buscar nesses quatro jogos", destaca Fonseca. O volante Cambará lamenta o fato de o time não ter se aproveitado de algumas partidas fora nas quais poderia ter tido melhores resultados. "Em alguns jogos, talvez não desse para ganhar, mas um ponto poderíamos ter buscado. No entanto, não conseguimos segurar esses resultados em duas, três oportunidades." SÃO CAETANO Na quinta posição e a apenas um ponto do G4, o São Caetano também precisa da vitória para não se complicar na briga pelo acesso. Por isso, o técnico Luiz Carlos Martins prega atenção. "Todos os jogos têm sido muito duros e todo mundo quer chegar. O Guarani é um time de tradição e que sempre traz perigos", disse. DESFALQUE Dono da melhor defesa do campeonato com apenas 9 gols sofridos, o Azulão tem também o artilheiro da Série A2, mas ele será a principal baixa do time no jogo deste sábado. Autor de 11 gols, Diego Acosta cumprirá suspensão por causa do terceiro cartão amarelo. Ele será substituído por Tiago Resende. SEM COMENTÁRIOS O técnico Ademir Fonseca não quis se posicionar para comentar se as questões extracampo, como o leilão do Brinco, tem interferido no elenco. Ele também disse que não sabia da faixa carregada pelos jogadores antes do jogo contra o Novorizontino, com os dizeres "Justiça do Trabalho, confiamos em vocês!"