PESQUISA ACIRP

Índice de expectativa dos consumidores sofre queda

Economista ainda vê consumidores otimistas, mas números comprovam que intenção de compra está caindo

Luís Augusto
25/06/2013 às 21:48.
Atualizado em 25/04/2022 às 10:54

O índice de expectativas dos consumidores apresentou queda em relação a fevereiro deste ano. O resultado da pesquisa divulgada nesta terça-feira (25) pela Associação Comercial e Industrial de Ribeirão Preto (Acirp) mostrou que, em relação ao segundo mês do ano houve queda das expectativas de 1,9 ponto percentual, mudando de 92,4 pp para 90,5 pp em maio.

“Essa queda tem a ver com a questão recente de alta da inflação e da taxa de juros, que tira um pouco da vontade das pessoas de comprar. São acontecimentos negativos que diminuem as rendas das pessoas”, afirmou Fred Guimarães, economista da Acirp.

Por outro lado, o nível de expectativas em relação ao mesmo período de 2012 está mantido, com pequena contração nas expectativas de 0,5 pp, saindo de 91 pp em maio de 2012 para 90,5 pp em maio de 2013. Os números confirmam a tendência de menor crescimento do comércio varejista. “A expectativa do consumidor até permanece elevada e otimista, porém está perdendo vigor. Em agosto do ano passado estávamos com índice de 94,9 pp e agora já caiu para 90,5 pp”, disse Guimarães.

Em 2012, a maioria dos setores do varejo cresceram de 8% a 12% na média anual. Essa margem continua positiva em 2013, porém com patamar reduzido, em torno de 5% a 8%. Em relação ao otimismo por faixa etária, os indivíduos de 30 a 39 anos e de 20 a 29 anos são os que apresentam expectativas mais elevadas, com 92,7 e 92,0 pp respectivamente.

Em relação às faixas de renda estudadas, as mais otimistas são as famílias que recebem de 5 a 10 salários mínimos e de 2 a 5 salários mínimos. Essas duas faixas de renda são favorecidas pelas políticas habitacionais do Governo Federal que garantem financiamentos em condições privilegiadas e com subsídio.

A intenção de realizar novas compras em relação a fevereiro de 2013 expandiu-se em todos os produtos, exceto computador e periféricos, vestuário (roupas e calçados) e cursos de línguas. Houve estabilidade nos segmentos de móveis e brinquedos.

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